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Federer: “Não faço ideia de como teria lidado com redes sociais no início de minha carreira”

Da Redação BandSports 29/09/2021 • 12:53
Suíço falou sobre a pressão sofrida pelos atletas nas redes sociais
Suíço falou sobre a pressão sofrida pelos atletas nas redes sociais
Reprodução/Instagram Roger Federer

Lenda do esporte mundial, Roger Federer operou o joelho pela terceira vez em menos de um ano e meio e não entra em quadra desde Wimbledon. Apesar de estar fora de ação, no entanto, o suíço de 40 anos segue ativo nos debates do mundo do tênis e fez uma reflexão valiosa sobre a influência das redes sociais na saúde mental dos atletas, mencionando exemplos como Emma Raducanu e Naomi Osaka.

“Acompanhei a caminhada incrível da Emma Raducanu em Wimbledon e também a Naomi Osaka nos últimos anos. As histórias delas são fantásticas. Mas dói quando vejo o que acontece e quando não se sentem bem. O estresse é enorme e acho que tem a ver com as redes sociais. Nos primeiros dez anos da minha carreira não havia redes sociais, tinha só um site. Nos dez anos seguintes, as redes estavam em todo o lado”, contou em entrevista à revista GQ.

O debate sobre o tema em questão veio à tona entre os tenistas após a desistência de Osaka, motivada pela pressão sofrida pela japonesa de 23 anos, em Roland Garros. Poucas semanas depois, foi a vez de Raducanu, de 18 – que veio a se tornar campeã do US Open –, abandonar às oitavas de final de Wimbledon por causa de uma crise de ansiedade.

Com a pressão sofrida pelos atletas aumentando a cada dia, Federer lembrou que as redes sociais são um fenômeno recente e reforçou o trabalho que os atletas precisam enfrentar para que novas gerações não passem por situações semelhantes. 

“Sou um dos atletas que mais deu entrevistas! E concordo que é sempre igual. Sempre. Os jogadores, os torneios, jornalistas, todos temos de nos sentar numa sala e falar. ‘OK, o que é que funciona para você, o que funciona para nós’. Precisamos de uma revolução ou, pelo menos, de uma evolução. Penso que temos de ajudar a geração mais nova. Não consigo imaginar se houvesse redes sociais no início da minha carreira. Não faço ideia de como teria lidado com isso. Temos de nos lembrar que os jogadores de tênis também são humanos”, encerrou.