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Flamengo chega à final da Libertadores com campanha segura e invicta

Da Redação Bandsports 26/11/2021 • 10:00
Bruno Henrique brilhou com quatro gols nas semifinais contra o Barcelona (EQU)
Bruno Henrique brilhou com quatro gols nas semifinais contra o Barcelona (EQU)
Marcelo Cortes/Flamengo

O dia 27 de novembro pode entrar para história do Flamengo. No Estádio Centenário de Montevidéu, o Rubro-Negro vai em busca de superar o Palmeiras, para levantar o tricampeonato da Copa Libertadores da América e entrar para o seleto grupo dos brasileiros com mais títulos da competição, ao lado de São Paulo, Santos e Grêmio.

Antes de começar a pensar em desbancar os atuais campeões do torneio continental, no entanto, a equipe da Gávea precisou lidar com uma conturbada troca de técnicos, superação dentro das partidas e outros ingredientes dignos de uma trajetória campeã. Veja o caminho do Flamengo até a final da Libertadores:

Fase de grupos:

Vélez Sarsfield (ARG) 2 x 3 Flamengo (20/04)

Na partida que marcou a estreia do cube na competição, o Rubro-Negro viajou à Argentina e precisou ser valente para sair com os três pontos do temido Estádio José Amalfitani, em Buenos Aires.

Ainda sob o comando de Rogério Ceni, os cariocas ficaram duas vezes atrás do placar, mas contaram com gols de Willian Arão, Gabigol e Giorgian De Arrascaeta para alcançarem a virada. Mesmo sem balançar a rede, Gerson, hoje no Olympique de Marseille, foi um dos destaques da partida.

Flamengo 4 x 1 Unión La Calera (CHI) (27/04)

Sem o peso da estreia, o Flamengo não tomou conhecimento do rival e atropelou a limitada equipe chilena no Maracanã. Gabigol, duas vezes, Arrascaeta e Pedro marcaram para os donos da casa. Sebastian Sáez descontou para os visitantes.

LDU (EQU) 2 x 3 Flamengo (04/05)

Para manter a sequência de triunfos, os comandados de Rogério Ceni desembarcaram na cidade de Quito e fizeram bonito no Estádio Casa Blanca.

Naquilo que tinha tudo para ser uma noite tranquila, Gabigol abriu o placar logo aos 3 minutos e Bruno Henrique ampliou aos 30. Os equatorianos, no entanto, reagiram e empataram com Cristian Borja e Luis Amarilla. Com o roteiro indicando um empate frustrante, aos 40 da segunda etapa, Arrascaeta foi derrubado na área e o árbitro marcou pênalti. Restou a Gabi a missão de converter a cobrança e garantir a vitória.

Unión La Calera (CHI) 2 x 2 Flamengo (11/05)

Na viagem ao Chile, o Rubro-Negro não teve vida fácil e teve de correr atrás do placar. Em dia catastrófico para o sistema defensivo brasileiro, a La Calera abriu 2 a 0 aproveitando falha de Bruno Viana e gol contra de Arão.

A reação, contudo, começou ainda na primeira etapa. Gabigol, de pênalti, diminuiu, aos 31, e Arão se redimiu, já na segunda etapa, para deixar tudo igual e colocar um ponto valioso na bagagem carioca.

Flamengo 2 x 2 LDU (EQU) (19/05)

Foi no sufoco, mas o Flamengo conseguiu garantir a classificação às oitavas com um empate na penúltima rodada do Grupo G. No Maracanã, a equipe da Gávea teve Arão expulso logo aos 15 minutos, mas conseguiu abrir o placar com Pedro, aos 32. A felicidade, porém, durou pouco e os equatorianos viraram com Franklin Guerra e Jhojan Julio.

Com o cenário propício para a primeira derrota rubro-negra na competição, Gustavo Henrique foi o herói do empate. Aos 42 da segunda etapa, Arrascaeta cobrou falta na área e o zagueiro cabeceou para o fundo da rede, deixando tudo igual e garantindo os cariocas no mata-mata.

Flamengo 0 x 0 Vélez Sarsfield (ARG) (27/05)

Garantido nas oitavas, os comandados de Ceni não saíram do zero contra os rivais argentinos no Maracanã. O empate sonolento, contudo, assegurou a liderança do Grupo G para o Flamengo.

Oitavas de final:

Defensa y Justicia (ARG) 0 x 1 Flamengo (14/07)

O retorno do Flamengo à Argentina marcou a estreia do técnico Renato Gaúcho no comando do clube. No Estádio Norberto "Tito" Tomaghello, Michael, aos 21 minutos, bateu de fora da área e garantiu a vitória magra dos brasileiros, dando um aperitivo das grandes atuações que teria na sequência da temporada.

Flamengo 4 x 1 Defensa y Justicia (ARG) (21/07)

Em jogo que já contou com presença de público no Estádio Mané Garrincha, o Flamengo até abriu o placar com Rodrigo Caio, aos 9 minutos, mas tomou o empate antes do intervalo e deixou o melhor para a segunda etapa.

Arrascaeta e Vitinho, duas vezes, balançaram as redes e liquidaram a fatura.

Quartas de final:

Olimpia (PAR) 1 x 4 Flamengo (11/08)

Para praticamente decretar a classificação à semifinal logo no jogo de ida, os comandados de Renato Gaúcho fizeram bonito no Estádio Manuel Ferreira. Arrascaeta, Gabigol, duas vezes, e Vitinho marcaram para os visitantes. Iván Torres descontou para os paraguaios.

A partida, no entanto, ficou marcada por um lance polêmico envolvendo Arrascaeta. Em disputa de bola, o uruguaio se chocou com Victor Salazar e o jogador do Olimpia levou a pior. Após ser atingido pelo braço do camisa 14 do Flamengo, o lateral foi levado de ambulância ao hospital e teve um traumatismo craniano constatado.

Flamengo 5 x 1 Olimpia (PAR) (18/08)

Com um passo na semi, o Flamengo não tomou conhecimento e atropelou o Olimpia no Mané Garrincha. Além de mais dois tentos de Gabigol, Bruno Henrique, Arão e Saúl Salcedo (contra) garantiram a goleada brasileira. Jorge Recalde descontou para os visitantes.

Semifinal:

Flamengo 2 x 0 Barcelona de Guayaquil (EQU) (22/09)

Em noite que contou com o goleiro Diego Alves inspirado, Bruno Henrique balançou a rede duas vezes e garantiu a tranquilidade do Rubro-Negro para o jogo de volta.

Barcelona de Guayaquil (EQU) 0 x 2  Flamengo (29/09)

Em roteiro semelhante ao da partida de ida, Bruno Henrique mostrou que tem intimidade com a Libertadores e colocou o Flamengo na final. No Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, o camisa 27 foi o autor dos dois gols da classificação.