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"Aqui não tem vaidade", diz Marta após abrir mão de cobrar pênalti

Da Redação BandSports 21/07/2021 • 09:14 - Atualizado em 21/07/2021 • 11:30
Camisa 10 abriu mão de possível hat-trick e deixou penalidade nos pés de Andressa Alves
Camisa 10 abriu mão de possível hat-trick e deixou penalidade nos pés de Andressa Alves
Reprodução/Twitter Jogos Olímpicos

A goleada da Seleção Brasileira sobre a China serviu para empolgar o torcedor que acordou cedo nesta quarta-feira, 21. Além dos dois gols da Rainha Marta e show de Beatriz Zaneratto, a estreia canarinho nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que conta com cobertura completa do Bandsports, mostrou que o grupo comandado pela técnica Pia Sundhage está unido em um só objetivo: conquistar a medalha de ouro.

A prova desta harmonia ficou nítida aos 37 minutos do segundo tempo. Já com a vitória bem encaminhada, Andressa Alves foi derrubada dentro da área e a arbitragem assinalou pênalti. Cobradora oficial do time e já com dois gols na partida, a capitã Marta mostrou liderança, abriu mão de um possível hat-trick e deixou a bola para a jogadora da Roma converter a cobrança.

“A Andressa gosta muito de bater pênalti. Ela é muito boa nas cobranças. Eu senti que ela queria bater. Ela veio até mim e pediu para bater. Aqui, quando acontecem essas coisas, a gente coloca o grupo em primeiro lugar, não tem vaidade. Só falei para ela fazer o gol, e ela fez”, falou a sorridente camisa 10 ao repórter do Bandsports Thiago Kansler após a partida.

Apesar de ser presença constante nas convocações do Brasil, Andressa havia ficado fora da lista inicial de Sundhage, mas contou com a ampliação da lista para 22 nomes e conseguiu carimbar o passaporte no Japão. 

Com medalhas de prata conquistadas em Atenas-2004 e Pequim-2008, Marta sabe que para alcançar o tão sonhado topo do pódio a seleção não pode se enganar com o placar elástico da estreia.

“Acredito que conseguimos desempenhar um bom futebol. Obviamente, tem muita coisa que precisamos melhorar, principalmente nosso passe. Mas a gente sabe do nosso potencial. Vamos tentar nos organizar para que em nosso próximo jogo isso não aconteça. Não seremos 100% certinhas, mas alguns passes próximos ao nosso gol não podem acontecer”, completou.

Quem também segue fazendo parte da evolução da seleção feminina é a veterana Formiga. Aos 43 anos, a volante do São Paulo continua escrevendo história em sua sétima aparição olímpica, um recorde no Brasil.

“Me sinto muito feliz de poder estar nesse grupo. Poder estar ajudando a seleção de futebol feminino em nosso país. Para qualquer atleta, isso é algo que faltam palavras, porque é algo fora da realidade que as pessoas imaginam. Para estar aqui, com 43 anos, não é fácil. É muita dedicação e vontade, não só de ajudar a Seleção Brasileira, mas o futebol feminino”, destacou. 

Embalada pela goleada na estreia, a seleção feminina volta a campo neste sábado, 24, diante da Holanda, novamente com transmissão ao vivo do Bandsports

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