Notícias

Hamilton diz que não luta apenas contra o racismo e fala de solidão

Da Redação Bandsports 14/11/2021 • 13:19 - Atualizado em 17/11/2021 • 09:16
“É algo que eu queria na minha carreira", diz Hamilton sobre a luta contra a desigualdade
“É algo que eu queria na minha carreira", diz Hamilton sobre a luta contra a desigualdade
Reprodução/Bandsport

Lewis Hamilton ganha cada vez mais fãs por todo o mundo não só pelo enorme talento dentro das pistas. Desde o ano passado, o heptacampeão da Fórmula 1 se tornou uma voz ativa na luta contra o preconceito racial e outras formas de discriminação, liderando inclusive protestos antes das corridas.

Em entrevista exclusiva para a repórter Mariana Becker, do Bandsports e da Band, o piloto da Mercedes falou sobre o status que atingiu na guerra contra a desigualdade e garantiu que sua luta é por todas as minorias.

“Eu, definitivamente, não me sinto seguro para falar sobre isso [racismo]. É por isso que fico tenso. No ano passado, quando comecei a falar havia tantas coisas sobre isso que me deixavam tão tenso que eu nunca me senti seguro, mas eu sou arrojado, eu vou no limite das curvas, então eu tinha que assumir esse risco na esperança que uma criança, como eu quando era jovem, se sinta mais confiante a fazer o mesmo”, afirmou.

“É algo que eu queria na minha carreira, é aonde eu queria estar. Eu estava lutando por isso. E esta é a hora certa de usar esta plataforma e este momento, deixar a pessoas saberem, particularmente as pessoas negras. Eu queria atingi-las e não deixarem silenciar. Algumas pessoas são tristes. Sou o único piloto que assume esse risco a cada corrida. Eu não sei o quanto disso é sobre o meu discurso, as pessoas interpretam mal, porque eu imagino que as pessoas pensem que estou falando apenas com as pessoas negras e não é sobre isso, é para as pessoas de todas as camadas, as minorias, pessoas marginalizadas, em particular”, completou Hamilton.

Por trás de um piloto de sucesso sete vezes campeão mundial, existe um ser humano com fragilidades. Hamilton abriu o jogo e também comentou sobre a pressão da rotina no esporte e até mesmo a solidão.

“Quando eu era jovem não ligava muito para isso, certamente. E nestes momentos o que você pensa é apenas correr, correr e correr. Você não percebe que está esgotado e provavelmente houve um ponto em que eu estava esgotado. Foi próximo dos 30 anos que eu realmente entendi e eu passei os últimos seis anos tentando aprender como otimizar minha energia. Parte disso foi minha transição de alimentação para o veganismo, a yoga e todas essas coisas diferentes que eu introduzi na minha vida”, destacou.

"Pensando na vida, quando se está muito focado, a solidão vem daí. Quando você tem que ser obstinado e determinado, às vezes me sinto sozinho. Porém, como sempre digo, tenho pessoas incríveis que viajam comigo, tenho esse pessoal comigo o tempo todo. Nunca me sinto sozinho com algum deles roncando”, brincou o inglês.

Veja abaixo a entrevista na íntegra: