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Hora do adeus: 7 momentos marcantes de Raikkonen na F1

Da Redação BandSports 11/12/2021 • 16:04 - Atualizado em 12/12/2021 • 15:23
Finlandês protagonizou momentos marcantes na principal categoria do automobilismo
Finlandês protagonizou momentos marcantes na principal categoria do automobilismo
Reprodução/Instagram Alfa Romeo

Piloto com mais corridas na Fórmula 1, Kimi Raikkonen alinhou seu carro no grid mais famoso do automobilismo pela 349ª e última vez no GP de Abu Dhabi deste domingo, 12. Campeão mundial em 2007, o finlandês ficou longe da briga por vitórias em suas últimas temporadas na categoria, e ultimamente pela Alfa Romeo. Aos 42 anos, no entanto, o eterno dono do carro número 7 tem muita história para contar na Fórmula 1. 

Desde sua polêmica estreia pela Sauber em 2001 à amizade com Antonio Giovinazzi, veja sete momentos marcantes do Homem de Gelo na F1.

Polêmica com superlicença em estreia na F1
Com 21 anos de idade, o jovem finlandês gerou controvérsias no paddock da F1. Depois de uma ascensão meteórica dentro das pistas, Raikkonen se juntou à Sauber com apenas 23 corridas feitas ao volante de um monoposto. Um problema, no entanto, quase impediu sua estreia no GP da Austrália de 2001: ele ainda não tinha pontos suficientes para obter a superlicença, necessária para competir na categoria. 

A liberação do documento para o finlandês foi decidida em votação da Comissão da F1. Vinte e quatro integrantes votaram a favor e um contra. Diante do cenário, Raikkonen estava pronto para competir, mas receberia apenas uma superlicença provisória, que seria reanalisada a cada três meses. 

Apesar da polêmica e de saber que estava sendo observado de perto pelos comissários, o finlandês mostrou que sabia o que estava fazendo e pontuou logo em sua corrida de estreia, com a sexta colocação no GP da Austrália. 

O ano de estreia de Raikkonen na categoria seguiu promissor e, mesmo com alguns abandonos, ele alcançou grandes atuações e, por pouco, não subiu ao pódio no Canadá e Áustria, provas em que terminou na quarta colocação.

Vitória histórica em Suzuka
No GP do Japão de 2005, o fenômeno finlandês teve uma das melhores atuações de sua carreira. Punido por uma troca de motor e tendo que fazer a classificação com a pista castigada pela chuva, o na época piloto da McLaren ficou apenas com a 17ª colocação do grid de largada em Suzuka, situação em que outros competidores sequer sonhariam com o triunfo naquele fim de semana. Mas Kimi não é como os outros. 

Em um verdadeiro show de pilotagem, ele escalou todo o pelotão e foi o primeiro piloto a cruzar a linha de chegada em solo japonês. A cereja do bolo da vitória foi uma última volta emocionante. Embalado pelas ultrapassagens anteriores, Raikkonen abriu a volta decisiva na segunda colocação, mas fez manobra espetacular para deixar o então líder Giancarlo Fisichella para trás. O ritmo do Homem de Gelo era tamanho que ele ainda teve tempo de abrir 1s6 em relação ao italiano da Renault.

Abandono e ida para o iate em Mônaco
No Grande Prêmio de Mônaco de 2006, o tímido Kimi Raikkonen deu lugar à versão boêmia do piloto. Ainda em busca de seu primeiro título mundial, o finlandês sofreu com um problema de confiabilidade em sua McLaren e precisou abandonar a prova nas ruas do Principado. 

Diferentemente do esperado, no entanto, a transmissão da Fórmula 1 não viu o piloto seguindo em direção aos boxes para acompanhar o restante da corrida, mas, sim, para a marina de Mônaco, onde entrou direto em um Iate e aproveitou para se divertir ao lado de amigos enquanto os concorrentes seguiam na pista.

Título mundial de 2007
Seis anos depois de estrear na F1, Raikkonen finalmente conheceu a glória máxima do automobilismo. Pela Ferrari, ele desbancou os concorrentes e conquistou seu primeiro título mundial em solo brasileiro. Mas se engana quem pensa que o piloto teve um ano tranquilo. 

Com seis vitórias naquela temporada – a última em Interlagos –, o finlandês chegou à derradeira corrida do ano brigando pelo título contra Fernando Alonso e Lewis Hamilton, ambos da McLaren na época. No controle do poderoso carro de Maranello, o Homem de Gelo contou com um pingo de sorte e ajuda de seu então companheiro, Felipe Massa, que abriu para ele cruzar a linha de chegada em primeiro. Além de vencer a prova, Kimi viu o britânico, que chegou à etapa decisiva liderando o campeonato, terminar em sétimo lugar. Aos 28 anos, Raikkonen conquistou seu primeiro e único título da F1.

Retorno à Fórmula 1
Depois de três temporadas pela Ferrari, Raikkonen passou por dois anos sabáticos da Fórmula 1 e se aventurou por outras categorias. Em 2012, no entanto, ele retornou ao grid pela Lotus. 

Diferentemente de algumas previsões pessimistas, porém, o finlandês mostrou que não tinha esquecido como se pilota um carro de F1 e voltou a brilhar na categoria. Logo na temporada que marcou sua reestreia, ele alcançou sete pódios, incluindo uma vitória, e terminou o ano na terceira colocação do campeonato mundial.

No ano seguinte, ele continuou marcando presença constante nas celebrações e subiu ao pódio em oito oportunidades, com direito à uma vitória na Austrália. 

As grandes atuações pela Lotus garantiram seu retorno à Ferrari. Na escuderia de Maranello, o finlandês participou das temporadas de 2014 até 2018. Em 2019, ele migrou para a Alfa Romeo, equipe que permaneceu até sua despedida.

“Deixe-me em paz! Eu sei o que estou fazendo”
Homem de poucas palavras, Raikkonen deixou uma frase marcada na história da Fórmula 1 justamente no GP de Abu Dhabi, de 2012. Em busca da primeira vitória de seu retorno à categoria, o finlandês era seguido de perto por Fernando Alonso, à época na Ferrari, enquanto liderava a corrida no Circuito de Yas Marina.

Pela comunicação via rádio, o engenheiro da Lotus alertou o Homem de Gelo sobre a aproximação do espanhol. Focado na prova, o piloto não deu atenção ao recado e soltou a famosa resposta: “Deixe-me em paz! Eu sei o que fazer”.

As palavras não foram em vão e Raikkonen mostrou concentração para segurar Alonso e ficar com o triunfo em Abu Dhabi.

Depois da comemorada vitória, a resposta virou brincadeira na Lotus e rendeu até presente do finlandês aos integrantes da escuderia. Ele distribuiu 500 camisetas com a frase antológica para os companheiros de time. 

Parceria com Antonio Giovinazzi 
Apesar da cara de poucos amigos, o veterano é querido entre os pilotos da Fórmula 1. Nos últimos três anos, contudo, uma amizade do finlandês ficou mais fortalecida.

Companheiros de escuderia desde 2019, Kimi e Antonio Giovinazzi constantemente têm seus momentos de união divulgados pela Alfa Romeo. Nos dias que antecedem as corridas, inclusive, a dupla costuma acelerar em carros dos mais diversos e, geralmente, quem assume o controle do volante é o finlandês. 

Para encerrar os anos de parceria, Giovinazzi, que também deixa a F1 neste fim de semana, usou um capacete homenageando Raikkonen no GP de Abu Dhabi e destacou o gesto como “agradecimento a um verdadeiro amigo”.