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Isaquias Queiroz homenageia ex-técnico após ouro em Tóquio: “É tudo por ele”

Da Redação BandSports 07/08/2021 • 02:12 - Atualizado em 07/08/2021 • 02:38
Campeão olímpico perdeu o mentor em 2018, vitima de um câncer
Campeão olímpico perdeu o mentor em 2018, vitima de um câncer
Divulgação/Miriam Jeske/COB

A intensa trajetória olímpica de Isaquias Queiroz foi coroada com a medalha de ouro do C1 1000m nos Jogos de Tóquio. No pódio montado no Sea Forest Waterway, no entanto, o baiano de 27 anos não contou com a presença de uma pessoa das mais especiais em sua carreira: o técnico Jesús Morlán, que foi vítima de um câncer em 2018.

Eternizado entre os grandes atletas olímpicos do Brasil, o canoísta dedicou a vitória ao ex-mentor e falou sobre o choro após derrota no C2 1000, que competiu ao lado de Jacky Godmann. Além da medalha dourada no Japão, ele é dono de duas pratas e um bronze, ambas conquistas na Rio-2016. 

“Essa medalha tinha que vir de qualquer jeito. Eu chorei no C2, mas não porque a gente foi mal. Mas a gente tinha a obrigação de ganhar duas medalhas porque era o que ele [Morlán] queria. A de ouro a gente também almejava muito por causa dele. Ele dedicou até o último dia de vida por essa medalha. A gente tá muito feliz. É tudo por ele, pela família dele que sempre manda mensagem”, falou para o repórter Thiago Kansler, do Bandsports, direto de Tóquio.

Em solo carioca, Isaquias se tornou o primeiro e até hoje único atleta brasileiro a subir ao pódio três vezes em uma única edição olímpica. A festa em seu país só não foi maior porque faltou o ouro.

“Faltou no Rio de Janeiro. Faltou em casa. Eu tive que ir longe, muito longe... Eu queria muito. Eu recebi muito carinho. Nós, brasileiros, merecemos muito isso. Nós, atletas, nos dedicamos e sofremos muito. Fico feliz de poder ganhar essa medalha de ouro para vocês”, continuou.

Com tanto carinho envolvido, o campeão olímpico analisou a final que o consagrou na noite de quinta-feira, 6. Após um começo agressivo dos rivais, Isaquias mostrou que o ouro já tinha dono, elevou o ritmo e terminou a prova com tranquilidade na liderança.

“900 metros foi fácil. 100m foi muito difícil. Mas quando chegou em 200 eu falei: é minha essa medalha. Eu cheguei e fiquei muito feliz. Vi todo mundo do Brasil confiando no meu trabalho. Eu queria muito essa medalha, e ela veio. Graças a Deus”, encerrou. 

Veja a conversa de Isaquias com Thiago Kansler: