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Judoca congolês que vive no Brasil integra time de refugiados nos Jogos de Tóquio

Da Redação, com Band Esporte Clube 24/07/2021 • 17:18 - Atualizado em 24/07/2021 • 20:49

O time de refugiados na Olimpíada de Tóquio conta com a participação de 29 atletas, 19 a mais do que a delegação que estreou no Rio 2016. Um dos destaques é o congolês Popole Misenga, que vive no Brasil e que foi ao Japão em busca de medalha no judô. Aos nove anos, ele perdeu a mãe na Segunda Guerra do Congo, conflito que matou mais de 6 milhões de pessoas e deixou 500 mil refugiados.

“Na minha vida lá no Congo, eu não tinha nem passagem para o ônibus. Às vezes eu passava necessidade. Com o ensinamento de sobrevivência, eu lutava por isso aí e, hoje, encontro muita pessoa do judô que eu via no celular, na televisão, pessoas que eram mais avançadas no judô que eu”, compartilhou Misenga.

A história com o Brasil aconteceu em 2013, quando ele veio disputar o Mundial no Rio de Janeiro. No país, resolveu pedir asilo ao governo. Misenga revelou que os treinadores trancavam os judocas num hotel e ficavam com o dinheiro deles para fazerem turismo na capital fluminense.

Em 2016, Misenga participou da primeira equipe de refugiados, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Hoje, com 29 anos, o atleta dá exemplo de humildade e superação.

“Tem que acreditar! Não sou mais que ninguém, mas, quando pensar em mim, acredite porque eu sou uma pessoa que conseguiu chegar porque acreditei”, conclui.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio têm cobertura completa do Bandsports.

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