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Luciana confia em Olimpíada para coroar volta por cima na carreira

Da Redação Bandsports, com Agência Brasil 11/04/2021 • 16:12
Goleira de 33 anos brilhou no título da Ferroviária na Libertadores
Goleira de 33 anos brilhou no título da Ferroviária na Libertadores
Divulgação/CBF/Laura Zago

Aos 33 anos, Luciana é uma das jogadoras mais experientes da Seleção Brasileira de futebol feminino reunida na Granja Comary, em Teresópolis, Rio de Janeiro. No currículo, estão participações em Copa América, Jogos Pan-Americanos e na Copa do Mundo de 2015. As grandes atuações pela Ferroviária, brilhando nas conquistas do Campeonato Brasileiro em 2019 e, mais recentemente, da Libertadores, colocaram a goleira novamente na mira da técnica Pia Sundhage para, quem sabe, chegar à primeira Olimpíada da carreira, em Tóquio, Japão.

“Vou dar o meu máximo, não só na seleção, mas no meu clube também, pois, jogando bem, somos observadas com afinco. A Pia ainda não definiu as goleiras, então, se a vaga estiver aberta, vou me esforçar para ficar entre as duas escolhidas para a Olimpíada”, disse Luciana em entrevista coletiva por videoconferência.

Apesar de Bárbara, do Avaí/Kindermann, ser a goleira mais utilizada desde que Pia iniciou o trabalho na seleção, em agosto de 2019, a técnica testou nomes como Lelê (Benfica, de Portugal) e Aline Reis (Tenerife, da Espanha), além da própria Luciana. A camisa 1 da Ferroviária foi chamada para os amistosos contra o México, em dezembro de 2019, atuando na goleada por 4 a 0, em Araraquara, interior de São Paulo, e para um período de treinos na Granja Comary, em setembro do ano passado, que reuniu apenas jogadoras do Campeonato Brasileiro.

Ir a Tóquio consagraria a volta por cima na carreira de Luciana. Há seis anos, a goleira falhou no gol que decretou a derrota por 1 a 0 para a Austrália, que eliminou o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2015, disputada no Canadá. Em 2016, acabou fora da lista de convocadas pelo então técnico Vadão para a Olimpíada do Rio de Janeiro. O peso das críticas fez Luciana repensar a vida no futebol. A resposta foi dada em campo.

“Aquele ano foi muito difícil para mim. Depois daquele episódio, pensei em parar de jogar. Doeu muito. Mas trabalhei bastante e continuo trabalhando forte para jogar em alto nível, independentemente de ser convocada ou não. Consegui voltar para representar bem o Brasil e quem sabe ir a Tóquio”, destacou a goleira.

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