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Maria Portela foi prejudicada pela arbitragem, dizem medalhistas olímpicos

Da Redação 28/07/2021 • 09:13 - Atualizado em 13/08/2021 • 13:45
Maria Portela chora após arbitragem declarar vitória da russa em Tóquio
Maria Portela chora após arbitragem declarar vitória da russa em Tóquio
Gaspar Nóbrega/COB

A indignação dos brasileiros com a polêmica derrota da judoca Maria Portela, nesta quarta-feira, 28, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, não foi só coisa de torcedor. Em postagens nas redes sociais, ex-judocas do país criticaram a decisão da arbitragem, que declarou a russa Madina Taimazova vencedora após quase 15 minutos de luta.

Dois momentos da luta foram mais comentados: primeiro um golpe não pontuado de Portela já no golden score – a prorrogação do judô –, que garantiria a vitória; depois a punição – a terceira – aplicada à brasileira pelo árbitro mexicano Everardo Garcia, que acabou definindo a derrota e a eliminação.

Portela caiu no choro ainda no tatame e teve que ser amparada, após embate transmitido pelo Bandsports

“Foi ponto claro da Maria Portela. A russa toca as costas no chão. A parte de trás dos ombros bateu no chão. É engraçado, a mesa demorou para retornar com uma decisão. A brasileira foi realmente prejudicada nessa luta. Uma decisão que afasta o judô competitivo dos valores morais da modalidade”, analisou Tiago Camilo, prata em Sydney-2000 e bronze em Pequim-2008.

O bicampeão mundial João Derly se disse “indignado” com o resultado e afirmou que um wazari não foi marcado para a brasileira.

“Nunca gostei de falar da arbitragem, mas meu Deus o que foi essa luta? Wazari não marcado e uma punição muito injusta! Indignado… coração doendo aqui… choro contigo, Maria Portela”, escreveu o hoje político Derly.

Flávio Canto, bronze em Atenas-2004, questionou o uso do VAR – sigla para video assistant referee, ou árbitro-assistente de vídeo, em tradução para o português, como é chamado no futebol.

“Não darem o wazari pra Portela... Pra que serve o VAR? Francamente. Lamentável”, escreveu Canto no Twitter.

Já Luciano Correa, campeão mundial em 2007, criticou a arbitragem e defendeu que as judocas deveriam decidir no tatame.

“Uma vida dedicada ao sonho olímpico, e o árbitro após 10 minutos de golden score definir a luta dessa forma. Deixa os atletas decidirem. Sem contar o Wazari que foi nítido antes. Força, Maria Portela. Você é nossa vencedora”, publicou Correa.

Bronca no surfe também

Foi o segundo dia de reclamações da torcida brasileira com a arbitragem em Tóquio.

Na véspera, Gabriel Medina foi derrotado na semifinal do surfe após receber notas injustas, segundo especialistas, incluindo a jornalista do Grupo Bandeirantes e surfista Glenda Kozlowski. “Foi vergonhoso”, disse.

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