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Martine e Kahena celebram 2º ouro: "Incrível ganhar essa Olimpíada tão emblemática"

Da Redação Bandsports 03/08/2021 • 02:29 - Atualizado em 03/08/2021 • 03:30
Velejadoras destacaram os desafios da pandemia e explicaram estratégia da regata final
Velejadoras destacaram os desafios da pandemia e explicaram estratégia da regata final
Twitter/Time Brasil

Martine Grael e Kahena Kunze são as mais novas bicampeãs olímpicas do esporte brasileiro. Na madrugada desta terça-feira, 3 (tarde no Japão), elas brilharam na Baía de Enoshima e conquistaram o segundo ouro consecutivo na classe 49er FX da vela.

Cinco anos depois da título inédito no Rio de janeiro, as brasileiras destacaram o gostou especial da grande vitória depois de um período tão complicado por causa da falta de competições durante a pandemia.

“Tem, sim, um sabor especial. Foi duro essa espera. A expectativa ficou muito grande. Foi muito difícil trilhar o rumo até aqui. A classe precisava inventar os campeonatos, porque foi tudo cancelado. Cada hora mudava a fronteira. Todo mundo teve que se reinventar e se juntar um pouco. Foi muito desafiador. Incrível ganhar essa medalha nessa olimpíada tão emblemática”, destacou Martine em entrevista ao repórter Marcelo Rozenberg, do Bandsports, que transmite os Jogos de Tóquio.

A parceria brasileira fez uma campanha sólida e chegou à Medal Race dependendo apenas de si, tanto que a terceira colocação foi suficiente para comemorar o lugar mais alto do pódio. As holandesas Bekkering e Duetz, principais correntes, terminaram a regata decisiva apenas na nona posição.

“A gente fez questão de ser uma das primeiras a ir para a água. A gente queria chegar um pouco antes, testar a raia e ver quais condições a gente iria enfrentar. A gente sabe que velejar livre é uma boa situação. A gente optou por largar mais na comissão faltando uns 20 segundos, foi uma situação complicada. Quando a gente cambou, conseguimos uma grande velocidade. Foi um risco, mas no final das contas as duas pontas chegaram bem. Do primeiro contravento em diante. a gente só foi olhando para frente e tentando velejar o nosso melhor”, explicou Kahena.

Esse foi o oitavo ouro da história da vela brasileira em Olimpíadas. A modalidade ainda soma três pratas e oito bronzes, sendo o segundo esporte que mais deu medalhas ao País.

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