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Murray critica tenistas que não querem se vacinar e cita Brasil

Da Redação BandSports 27/04/2021 • 08:15 - Atualizado em 27/04/2021 • 08:16
Ex-número 1 defende que tenistas se vacinem para que torneios sejam mais seguros
Ex-número 1 defende que tenistas se vacinem para que torneios sejam mais seguros
Reprodução/Instagram ATP

Conhecido por sempre expor sua opinião e nunca ficar em cima do muro, Andy Murray opinou sobre um tema que vem mexendo com o mundo do tênis: a imunização contra a covid-19 e a recusa de alguns atletas em se vacinar. Para o britânico, a adesão em massa é a única maneira de evitar que os torneios continuem a ocorrer sob rígidas restrições que, segundo ele, deixaram os tenistas cansados da vida nas bolhas que foram criadas, como no US Open em 2020 e no Aberto da Austrália este ano, quando tiveram de passar cerca de 14 dias em quarentena.

"Não é muito divertido ficar nas bolhas. Em Miami, por exemplo, você olha pela janela e toda a cidade está completamente aberta, mas os jogadores estão obviamente na bolha. Posso avaliar da perspectiva dos tenistas que isso pode ser frustrante”, disse o ex-número 1 do mundo.

“Como já dura há um certo tempo, acaba sendo um pouco cansativo. E eu sei que alguns dos jogadores australianos terão nove ou dez meses longe de casa, porque se forem para casa terão que cumprir duas semanas em um hotel”, continuou.

Campeão olímpico em Londres-2012 e no Rio-2016, Murray citou o Brasil e o número absurdo de mortes causadas pela covid-19 no País, aproveitando para destacar que a imunização é a única maneira de os tenistas continuarem a fazer o seu trabalho, mesmo para aqueles que são contrários à vacinação.

“Então, eu agradeço tudo isso, é difícil. Mas, ao mesmo tempo, ver 60 mil pessoas mortas no Brasil no mês passado por causa do coronavírus, se é isso que temos que fazer para poder continuar a fazer o nosso trabalho e para dar aos torneios alguma segurança [então que seja]. É uma época muito incerta para nós também. No momento, é a melhor maneira de manter os torneios seguros, os jogadores e membros da equipe e funcionários também”, afirmou Andy.

“Se você quiser evitar ficar em uma bolha por muito tempo, você precisa apoiar a vacinação, porque você não pode simplesmente dizer 'não, queremos apenas viver normalmente e não queremos bolhas, mas nós também não queremos ser vacinados'. É um acéfalo para mim [quem diz isso]”, emendou ele.

Dono de dois títulos de Wimbledon, Murray já sabe que terá de ficar em um quarto de hotel quando o torneio começar, em 28 de junho, mesmo morando a poucas quadras do All England Lawn Tennis and Croquet Club, que abriga o tradicional Grand Slam londrino, para respeitar os protocolos de segurança da competição.

"Obviamente, preferia não ficar em um hotel. Mas se é isso que temos de fazer para manter todos seguros, então é isso o que eu vou fazer”, garantiu ele.