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Nadal desabafa sobre lesão: “Há momentos em que é complicado aceitar”

Da Redação BandSports 13/05/2022 • 07:47 - Atualizado em 13/05/2022 • 08:07
Espanhol sofreu com dores de lesão crônica e foi eliminado por Shapovalov em Roma
Espanhol sofreu com dores de lesão crônica e foi eliminado por Shapovalov em Roma
Instagram/Rafael Nadal

Rafael Nadal voltou a sofrer com dores causadas por uma lesão crônica no pé esquerdo e foi eliminado por Denis Shapovalov, 16º do ranking da ATP, nas oitavas de final do Masters 1000 de Roma.

Em entrevista coletiva após a partida, o espanhol de 35 anos fez duro desabafo sobre o problema que o persegue e lamentou as dificuldades que enfrenta no dia a dia com a Síndrome de Müller-Weiss.

“Não estou lesionado, sou um jogador que convive com uma lesão. Não é nada de novo, mas, infelizmente, o meu dia a dia é difícil. Estou me esforçando muito, mas há momentos em que é complicado aceitar esta situação, é frustrante ver que durante dias não consigo treinar continuamente”, disse o Rei do Saibro.

A derrota na quinta-feira, 12, veio de virada após o número 4 do mundo levar a melhor no primeiro set da partida contra o canadense. Apesar de destacar o merecimento de Shapovalov no confronto, Nadal afirmou que foi atrapalhado de maneira significativa pela dor no pé.

“Apareceu uma grande dor no meio do segundo set e era absolutamente impossível jogar. Não quero tirar os méritos do Denis. Ele teve mérito e mereceu ganhar”, explicou.

“É uma dor permanente. Às vezes mais, outras menos, mas a de hoje foi uma loucura. Adoraria dizer outra coisa, falar de tênis, mas é isto. Por mais experiência que você tenha, é difícil gerir o que sinto. Quando não sou capaz de me movimentar bem, tudo fica muito difícil. O pior é que sinto que voltei a ter bom nível, senti coisas muito positivas nos treinos e competição”, continuou.

Com o objetivo de conquistar o 14º título de Roland Garros, o espanhol contou que ainda não sabe como fará a reta final de sua preparação para o Grand Slam parisiense, mas garantiu que o torneio segue em seus planos.

“Não sei o que fazer agora, não sei se devo descansar ou treinar. Ir para Roland Garros continua sendo o meu objetivo. Primeiro, o que preciso é não ter dores para conseguir treinar. Agora mesmo é impossível jogar, mas talvez daqui alguns dias as coisas estejam melhores. Vou a Paris com meu médico e isso pode ajudar, mas não sei. Estou muito triste, mas não posso ter outro remédio que não seja aceitar o que aconteceu e lutar para continuar em frente, mesmo que não seja fácil. Não sei como vou estar daqui alguns dias, vou falar com o meu médico, mas espero conseguir ir a Roland Garros”, completou.