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Nadal: “É difícil que a lesão seja esquecida. Não tem solução”

Da Redação BandSports 19/01/2022 • 10:17
Espanhol destacou que vai precisar aprender a conviver com a lesão
Espanhol destacou que vai precisar aprender a conviver com a lesão
Instagram/ATP Tour

Rafael Nadal voltou a entrar na quadra de um Grand Slam após passar mais de cinco meses tratando de uma lesão crônica no pé e mostrou tranquilidade para eliminar Marcos Giron e Yannick Hanfmann e avançar à terceira rodada do Australian Open.

Mesmo com as grandes atuações, no entanto, o espanhol de 35 anos sabe que a realidade dos próximos anos de sua carreira não será feita apenas de vitórias. Em conversa com a imprensa, em Melbourne, ele admitiu que sua lesão não tem solução e que precisará aprender a conviver com o problema.

“Com o escafóide partido ao meio é difícil que a lesão seja esquecida. Essa é uma verdade e não será esquecida pelo resto da minha vida. O resto é enganá-lo e me enganar. É um problema que não tem solução. Outra coisa é que eu posso competir com mais ou menos garantias, e isso é o que estamos tentando. É pouca bagagem para ter uma conclusão clara. Com o que tenho, não espero que as condições para o resto de minha carreira sejam perfeitas, mas, sim, que de maneira contínua poderei desenvolver minha atividade profissional. Isso é o que eu assinaria hoje para encarar o futuro com um pouco de positividade”, falou o número 5 do mundo. 

Apesar do pensamento positivo e de garantir que hoje está entusiasmado para alcançar seus objetivos dentro de quadra, Nadal deixou claro que não quer que jogar tênis se torne um sofrimento com o passar dos anos. 

“O que eu não vou fazer é jogar sem ter opções ou tornar isso um sofrimento extremo. Se o sofrimento não tem opções para alcançar os objetivos, então ele perde o significado. Eu jogo porque me faz feliz e porque estou motivado por desafios. Se chega um momento em que a dor supera todo o resto e tira a ilusão de alcançar objetivos, é hora de pensar em outras coisas. Agora eu não estou nessa linha porque voltei com muito entusiasmo depois de messes sem ser capaz de fazer o que eu faço. Eu tenho que estar preparado para aceitar o que pode vir nesta vida. Eu não sou de pensar negativo, eu sou uma pessoa positiva no geral e tento ver as coisas pensando que elas vão melhorar”, explicou. 

E na missão de alcançar seu 21º título de Grand Slam e se isolar como maior campeão de torneios deste nível – no momento, ele, Roger Federer e Novak Djokovic possuem 20 conquistas – Nadal falou sobre suas atuações no Australian Open. 

“O que eu celebro é que estou competindo mais ou menos bem. Nos dois primeiros jogos, não perdi o saque. Na minha opinião, o primeiro set foi muito difícil. Você tem que ver o copo meio cheio, porque há muitas coisas que merecem ser vistas assim. Eu sei que ainda não estou perto do meu máximo, mas na sexta-feira estarei no caminho certo e pouco a pouco espero me movimentar melhor”, completou.

Pela terceira rodada do Grand Slam australiano, o espanhol vai enfrentar o russo Karen Khachanov, que eliminou o francês Benjamin Bonzi.