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Tóquio-2020 supera ausência de público e conta com momentos de emoção

Da Redação BandSports 08/08/2021 • 06:00 - Atualizado em 08/08/2021 • 09:24
Com bronze de Alison dos Santos, final dos 400m com barreiras entrou para história
Com bronze de Alison dos Santos, final dos 400m com barreiras entrou para história
Reprodução/Instagram Jogos Olímpicos

Os Jogos Olímpicos de 2020 começaram com uma difícil missão: acontecer sem a presença de público nas arquibancadas. Mais do que superar com maestria a incógnita barreira da falta de torcedores, o evento realizado em Tóquio também fez história com momentos únicos dentro dos estádios, piscinas, mares e arenas. Veja os mais marcantes: 

Cerimônia de abertura: homenagem para atletas israelenses assassinados em Munique – 23/07

Nos Jogos Olímpicos de 1972, na cidade alemã de Munique, onze integrantes da delegação israelense foram assassinados em ato terrorista. Em Tóquio, 49 anos depois, as vítimas foram pela primeira vez homenageadas pela organização dos Jogos.

Mesmo que de forma simples, o minuto de silêncio, que também foi dedicado às vítimas da covid-19, lembrou do massacre. 

Natação: emoção e recorde em vitória de Caeleb Dressel na final dos 100m borboleta – 30/07

Um dos nomes de destaque desta Olimpíada, Caeleb Dressel conquistou cinco medalhas e quebrou inúmeros recordes no Centro Aquático de Tóquio. Seu momento de mais emoção, contudo, aconteceu na grande decisão dos 100m borboleta.

A eletrizante semifinal, que contou com duas novas marcas olímpicas, entre ele e o húngaro Kristof Milak deu um aperitivo do que estava para acontecer.

No dia derradeiro, o norte-americano de 24 anos começou a prova abrindo distância para os rivais, mas sem demonstrar que estabeleceria o novo recorde. Porém, em uma reta final que contou com crescimento de Milak, Dressel elevou o nível da disputa e bateu com 49s45. Ele também era o dono da antiga marca de 49s50, registrada na Coreia do Sul, em 2019.

Atletismo: Sifan Hassan holandesa cai, não desiste e vence bateria dos 1500m – 01/08 

Dona de dois ouros e um bronze no Japão, Sifan Hassan teve seu principal momento nos Jogos em uma bateria que não valeu medalha.

Na série classificatória dos 1500m, a holandesa controlava o ritmo e, mesmo que nas últimas posições, fazia corrida segura quando foi surpreendida pelo tropeço de uma rival. 

A queniana Edinah Jebitok caiu e levou Hassan junto para o chão. Com contornos de dramaticidade, ela se levantou e escalou o pelotão para ser a primeira corredora a cruzar a linha de chegada do Estádio Olímpico de Tóquio. Classificada à final, ela conquistou o bronze da prova.

Atletismo: Alison dos Santos conquista bronze em final histórica dos 400m com barreiras – 03/08

Antes da decisão dos 400m com barreiras, Alison dos Santos já premeditava: “será uma das provas mais fortes e bonitas”, e ele acertou em cheio.  

Diante da expectativa de uma corrida particular entre o brasileiro, o norueguês Karsten Warholm e o norte-americano Rai Benjamin. Para confirmar o esperado, os três atletas subiram ao pódio e conseguiram superar o antigo recorde olímpico de 46s78, registrado em Barcelona-1992, que pertencia a Kevin Young.

O carismático Piu, de apenas 21 anos, conquistou o bronze com 46s72 e deixou o público animado para o que pode acontecer em Paris-2024.

Natação: argelina mostra persistência para completar maratona aquática – 04/08

Em prova que contou com ouro da brasileira Ana Marcela Cunha, uma simpática argelina tomou conta dos holofotes por alguns instantes.

Muito abaixo do ritmo das rivais, Souad Cherouati poderia ter simplesmente poupado esforços e abandonado a maratona aquática. Mas, em uma demonstração do espírito olímpico, ela nadou sozinha na Marina de Odaiba e completou o percurso com quase 18 minutos de desvantagem para a campeã. O trabalho foi recompensado e a última colocada foi recebida sob aplausos na área de chegada

Boxe: Hebert Conceição mostra garra, nocauteia ucraniano e leva ouro no peso médio – 07/08

Um nobre guerreiro negro de alma leve nunca desiste, e o baiano Hebert Conceição provou isso. Na decisão da categoria peso médio do boxe, o pugilista brasileiro estava sofrendo nas mãos do ucraniano Oleksandr Khyzhniak e parecia não ter mais reação para evitar a dura derrota. 

Talvez com a virada mais improvável dos Jogos de Tóquio, Hebert devolveu os holofotes para a nobre arte brasileira, que ainda triunfou com Bia Ferreira e Abner Teixeira no Japão

União do skate

Por muitos anos marginalizado, o skate chegou para ficar no programa olímpico. Disputado nas modalidades park e street em Tóquio, o esporte mostrou o valor das conquistas além das medalhas. 

Diferentemente de atletas de outras modalidades, que escolhem o caminho da discussão sempre que possível, os skatistas deram exemplo de união e, mesmo diante de resultados polêmicos, optaram pela valorização dos feitos dos adversários.

A imagem mais marcante ficou para a final do park feminino. Em uma última tentativa de garantir sua vaga no pódio, Misugu Okamoto caiu do skate e, em um momento raro nas pistas do Ariake Sports Park, ficou visivelmente abalada. Sem espaço para a decepção, outras atletas colocaram a pequena japonesa sobre os ombros e conseguiram tirar um sorriso da garota.

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