Notícias

Paralimpíada: Brasil segue brilhando e supera recorde de ouros nos Jogos

Da Redação Bandsports 04/09/2021 • 11:01 - Atualizado em 05/09/2021 • 10:02
Futebol de 5 conquistou a medalha de ouro após vencer a Argentina por 1 a 0
Futebol de 5 conquistou a medalha de ouro após vencer a Argentina por 1 a 0
Divulgação/ Comitê Paralímpico Brasileiro

Perto do encerramento dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, os brasileiros voltaram a subir em peso ao pódio no 11° dia de competições. Neste sábado, 4, o País conquistou mais dez medalhas, sendo duas de ouro, quatro de prata e quatro de bronze. O Brasil ainda atingiu outra marca importante ao chegar a 22 medalhas douradas em uma única edição de Paralimpíada, superando Londres-2012 com 21.

Com os resultados obtidos durante a madrugada e o começo da manhã, o País se manteve na sétima colocação no quadro de medalhas com 71 no total, igualando a marca da Rio-2016, sendo 22 ouros, 19 pratas e 30 bronzes.

Futebol de 5 masculino - ouro
Pela quinta vez consecutiva, o Brasil se sagrou campeão no futebol de 5, sendo o único país a conquistar a medalha de ouro na modalidade em Jogos Paralímpicos.

Com um belo gol de Nonato no segundo tempo, os brasileiros bateram a Argentina por 1 a 0, na arena Aomi, em Tóquio, encerrando a competição de maneira invicta, assim como nas últimas quatro edições.

A modalidade, que estreou em Atenas-2004, sempre terminou com o Brasil conquistando a medalha de ouro. Na Grécia, a equipe verde amarela bateu a mesma Argentina, só que naquela vez nos pênaltis. De lá para cá, foram mais três ouros, conquistados contra China, França e Irã.

Fernando Rufino – ouro (canoagem - classe VL2)
Na prova dos 200m da classe VL2, o brasileiro, conhecido como Cowboy, fez uma ótima largada e manteve a liderança até o final da prova, chegando quase dois segundos à frente do segundo colocado com o tempo de 53s077. 

A competição também contou com a participação de Luís Carlos Cardoso (que já havia conquistado a medalha de prata na prova 200 m classe KL1), mas que não conseguiu repetir o feito, terminando na sétima colocação.

Giovane Vieira – prata (canoagem - classe VL3)
Giovane Vieira conquistou a terceira medalha brasileira na modalidade. Após o ouro de Fernando Rufino e a prata de Luís Carlos Cardoso, chegou a vez do atleta de 23 anos subir ao pódio após uma briga acirrada com o britânico Stuart Wood.

Na raia 6, o brasileiro teve um bom começo de prova, e ainda conseguiu se distanciar de seus concorrentes na reta final, cruzando a linha de chegada na segunda colocação com o tempo de 52s148.

Débora Menezes – prata (categoria acima de 58 kg do parataekwondo)
Após vencer a ucraniana Yuliya Lypetska na semifinal do parataekwondo, Débora Menezes chegou à grande final para enfrentar a uzbeque Guljonoy Naimova, mas acabou sendo derrotada e ficou com a medalha de prata em Tóquio.

Com isso, o Brasil encerra sua participação na modalidade com 100% de aproveitamento. Todos os três atletas que foram a Tóquio saíram com uma medalha no peito. Além de Débora, Nathan Torquato conquistou o ouro e Silvana Fernandes ficou com a medalha de bronze.

Thalita Simplício – prata (atletismo - 200m T11)
Por uma diferença de apenas quatro milésimos, o Brasil não conquistou a medalha de ouro nos 200m da classe T11 com Thalita Simplício. Com o cronômetro do Estádio Olímpico de Tóquio, que registra até a casa dos centésimos de segundo, a brasileira e a chinesa Cuiqing Liu chegaram empatadas com o tempo de 24s94, e a definição saiu apenas momentos depois, colocando a recordista mundial à frente.

Thomaz Moraes – prata (atletismo - 400m T47)
Mesmo após marcar o melhor tempo de sua carreira, Thomaz não conseguiu vencer o marroquino Ayoub Sadni, que já havia liderado as provas classificatórias, e que ainda por cima quebrou o recorde mundial com 47s38, enquanto o brasileiro, que conquistou a medalha de prata, marcou 47s87.

Vôlei sentado feminino – bronze
Após perder nas semifinais para os Estados Unidos por 3 sets a 0, a seleção feminina de vôlei sentado foi para a disputa do terceiro lugar para tentar igualar o resultado obtido na Rio-2016.

Contra o Canadá, a equipe verde amarela enfrentou algumas dificuldades no segundo e no terceiro set, mas acabou vencendo a partida por 3 a 1, conquistando a medalha de bronze.

Jerusa Geber – bronze - (atletismo 200m - T11)
Na mesma prova em que Thalita Simplício conquistou a medalha de prata, Jerusa Geber voltou a subir ao pódio pela terceira Paralimpíada consecutiva com o tempo de 25s19.

Debaixo de chuva, a brasileira não teve uma boa largada, mas conseguiu se recuperar, terminando 250 milésimos atrás de sua compatriota e faturando o bronze.

Ricardo Gomes de Mendonça – bronze (atletismo - 200m T37)
O velocista Ricardo Gomes conquistou sua primeira medalha com apenas dois anos de esporte. Na raia 5, o brasileiro conseguiu manter o ritmo durante os 200m, terminando na terceira colocação com o tempo de 22s62.

Em sua primeira edição de Paralimpíada, Ricardo marcou seu melhor tempo na final da prova, no Estádio Olímpico de Tóquio.

Finalista com Ricardo, Christian Gabriel terminou apenas na oitava colocação, após marcar 23s49.

Petrucio Ferreira - bronze (atletismo - 400m T47)
Após marcar seu melhor tempo na temporada, o velocista de 24 anos subiu ao pódio dos 400m da classe T47 ao lado de Thomaz de Moraes.

Atual campeão mundial, Petrucio enfrentou muitas dificuldades durante a prova, que ocorreu debaixo de chuva, pois ainda não estava totalmente recuperado de uma lesão no músculo posterior. Petrucio já havia faturado o ouro nesta edição dos Jogos nos 100m T47.

  • jogos paralímpicos
  • esportes
  • Tokyo2020
  • app