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Paralimpíada: Brasil conquista quatro ouros e alcança 54ª medalha

Da Redação BandSports 02/09/2021 • 09:10 - Atualizado em 02/09/2021 • 10:01
Alessandro da Silva conquistou o ouro na classe T11 do arremesso de disco
Alessandro da Silva conquistou o ouro na classe T11 do arremesso de disco
Divulgação/Wander Roberto/CBP

O nono dia de Jogos Paralímpicos seguiu o mesmo roteiro dos anteriores: com chuva de pódios para o Brasil. Nesta quinta-feira, 2, o País alcançou mais seis medalhas, sendo quatro ouros, e chegou à incrível marca de 54 conquistas na Terra do Sol Nascente. 

Os feitos desta madrugada e início da manhã garantiram, até o momento, a sexta colocação do quadro de medalhas para a delegação brasileira. Já são 19 ouros, 13 pratas e 22 bronzes. Veja os triunfos do dia:

Gabriel Araújo – ouro (natação – 50m costas, classe S2)
Para manter a rotina de medalhas da natação brasileira no Japão, Gabrielzinho subiu ao topo do pódio mais uma vez. Ouro nos 200m livre e prata nos 100m costas, o mineiro de 19 anos dominou os 50m costas da classe para atletas com deficiência físico-motora e fechou com o tempo de 53s96.

Alguns segundos atrás do brasileiro, Alberto Albarza fez 57s76 e levou a prata. Vladimir Danilenko, do Comitê Paralímpico Russo, garantiu o bronze, com 59s47.

Talisson Glock – ouro (natação – 400m livre, classe S6)
Outro nome que está fazendo visitas recorrentes ao pódio do Centro Aquático de Tóquio, Talisson Glock conquistou sua terceira medalha nesta Paralimpíada, sendo o primeiro ouro. Ele venceu os 400m livre para atletas com deficiência físico-motora com o tempo de 4min54s42.

Ele foi seguido, respectivamente, por Antonio Fantin, da Itália, que marcou 4min55s70, e Viacheslav Lenskii, do Comitê Paralímpico Russo, que fez em 5min04s84.

Alessandro da Silva – ouro (atletismo – arremesso de disco, classe T11)
Prata na classe F11, Alessandro da Silva confirmou o favoritismo na T11, para atletas com deficiência visual, e levou o ouro com direito a recorde paralímpico. Em sua segunda tentativa, ele atingiu a incrível marca de 43,16m. Dono do recorde mundial da prova, com 46,10m, ele também foi campeão na Rio-2016.

A prata ficou com o iraniano Mahdi Olad, que arremessou 40,60m. O italiano Oney Tapia completou o pódio, com 39,52m.

Nathan Torquato – ouro (taekwondo, classe K44)

No primeiro dia do taekwondo em Tóquio, Torquato já mostrou a força do Brasil na modalidade. No Centro de Convenções Makuhari Messe, o paulista de 20 anos conquistou vitória por W.O. na final e garantiu o ouro na classe para atletas com amputação de braço (até 61kg). 

Adversário do brasileiro na decisão, o egípcio Mohamed Elzayat sofreu com complicações dos golpes da semifinal e não reuniu condições de entrar no tatame. A campanha vitoriosa ainda contou com triunfos sobre Parfait Hakizimana, atleta do time de refugiados, o japonês Mitsuya Tanaka, e o italiano Antonino Bossolo. 

Marivana Oliveira – prata (atletismo – arremesso de peso, classe F37)
Com uma medalha de bronze da Rio-2016 no currículo, Marivana de Oliveira conquistou o segundo lugar no arremesso de peso para atletas andantes com paralisia cerebral em Tóquio. A alagoana registrou a distância de 9,15m para garantir a prata.

Dona do ouro, a ucraniana Mariia Pomazan cravou 12,24m. Com 8,60m, a tcheca Anna Luxova ficou com a terceira colocação.

Mateus Evangelista – bronze (atletismo – salto em distância, classe T37)
Mais um atleta com histórico vitorioso na Rio-2016 – ele conquistou a prata em solo brasileiro – Evangelista ficou com a terceira colocação do salto em distância para atletas com paralisia cerebral. O atleta natural do estado de Rondônia saltou 6,05m em sua segunda tentativa. Ele ainda teve três saltos invalidados. 

Em uma disputa equilibrada, o ouro ficou com o ucraniano Vladyslav Zahrebelnyi, que alcançou 6,59m. A prata foi para o argentino Brian Lionel, com 6,44m.

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