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Paralimpíada: Brasil iguala recorde de 21 ouros em uma mesma edição dos Jogos

Da Redação BandSports 03/09/2021 • 10:42 - Atualizado em 03/09/2021 • 12:45
Bronze de Wendell Belarmino encerrou as conquistas do Brasil na natação
Bronze de Wendell Belarmino encerrou as conquistas do Brasil na natação
Divulgação/Miriam Jeske/CPB

Com as atenções voltadas para a despedida das atividades do Centro Aquático de Tóquio, o décimo dia de Jogos Paralímpicos contou com uma incrível diversidade de esportes nos pódios brasileiros. Nesta sexta-feira, 3, o País chegou a uma importante marca ao igualar o recorde de 21 ouros conquistados em uma mesma edição de Paralimpíada e brilhou no golbol, canoagem, atletismo, taekwondo e, claro, na natação, modalidade que encerrou sua participação na capital japonesa com 23 medalhas para a delegação verde e amarela.

Perto do encerramento do megaevento, o Brasil ocupa, até o momento, a sétima colocação no quadro de medalhas, com um total de 61. As conquistas se dividem em 21 ouros, 14 pratas e 26 bronzes.

Golbol masculino – ouro
O caminho não foi fácil, mas o Brasil alcançou o tão sonhado ouro olímpico no golbol. Após a prata em Londres-2012 e bronze na Rio-2016, os bicampeões mundiais dominaram a China e venceram a grande final com a goleada de 7 a 2.

A campanha brasileira em Tóquio contou com seis vitórias e uma derrota.

Thiago Paulino – ouro (atletismo – arremesso de peso, classe F57)
No Estádio Olímpico de Tóquio, Thiago Paulino fez história e cravou novo recorde paralímpico, com a distância de 15,10m. O campeão da prova alcançou a distância logo em sua segunda tentativa. Com chance de quebrar o próprio recorde mundial, de 15,6m, ele queimou dois arremessos e optou por não fazer o último. 

O triunfo de Paulino colocou o 21º ouro no quadro brasileiro. Desta forma, o País igualou o recorde histórico de medalhas douradas em uma única edição paralímpica, ao lado de Londres-2012.

No pódio, ele teve a companhia, respectivamente, do chinês Guoshan Wu, que alcançou 15m, e do brasileiro Marco Aurélio Borges.

Luís Carlos Cardoso – prata (canoagem – 200m KL1)
No retorno brasileiro ao palco da medalha dourada de Isaquias Queiroz, Cardoso ficou com a segunda colocação dos 200m de caiaque KL1. O piauiense completou o percurso em 48s031.

Com o tempo de 45s447, o húngaro Peter Kiss levou o ouro para casa. Pavel Gromov, do Comitê Olímpico Russo, garantiu a prata, com 52s111.

Esse é o melhor resultado do Brasil na modalidade em Jogos Paralímpicos. Até então, o país tinha apenas um bronze, conquistado por Caio Ribeiro na Rio-2016.

Marco Aurélio Borges – bronze (atletismo – arremesso de peso, classe F57)
Na dobradinha brasileira no pódio, Marcão alcançou 14,85m e levou o bronze, coroando a atuação do país na prova do arremesso de peso para atletas cadeirantes.

Wendell Belarmino – bronze (natação – 100m borboleta, classe S11)
No último dia de atividades no Centro Aquático de Tóquio, Belarmino foi o responsável por levar o Brasil ao pódio. Após não começar bem a final dos 100m borboleta para atletas com deficiência visual, o brasiliense cresceu nos últimos metros e completou a prova em 1min05s20, garantindo a terceira colocação.

Essa é a terceira medalha de Belarmino nesta edição dos Jogos. Ele já havia conquistado o ouro nos 50m livre S11 e a prata no revezamento 4x100m livre misto.

O pódio ainda contou com dobradinha japonesa nas duas primeiras posições. O ouro foi para Keiichi Kimura, com 1min02s57. Ele foi seguido por Uchu Tomita, que terminou em 1min03s59.

João Victor Teixeira – bronze (atletismo – lançamento de disco, classe F37)
Bronze no arremesso de peso F37, Teixeira adicionou mais uma medalha em sua bagagem de volta ao Brasil. O carioca registrou 51,86m e ficou com a terceira colocação do lançamento de disco. O brasileiro atingiu a marca na quinta tentativa. 

O ouro da prova ficou com o paquistanês Haider Ali, que lançou 55,26m, e a prata com o ucraniano Mykola Zhabnyak, com a distância de 52,43m.

Silvana Fernandes – bronze (taekwondo – classe K44)
Em sua estreia nos Jogos Paralímpicos, Silvana viveu um misto de emoções e conquistou o bronze na classe para atletas com amputação de braço, categoria até 58kg. Na disputa pelo terceiro lugar, a brasileira dominou Gamze Gurdal, da Turquia, e venceu o combate por 26 a 9. 

A campanha da medalhista contou com vitória sobre a norte-americana Brianna Alinaro por 15 a 2, mas a decepção apareceu na semifinal, com a derrota em luta equilibrada para a dinamarquesa Lisa Gjessing, por 8 a 6.

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