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Paralimpíada: judô sobe ao pódio pela 1ª vez e Brasil soma mais seis medalhas

Da Redação BandSports 28/08/2021 • 10:24 - Atualizado em 28/08/2021 • 12:12
Lúcia Araújo conquistou terceira medalha paralímpica da carreira
Lúcia Araújo conquistou terceira medalha paralímpica da carreira
Divulgação/Wander Roberto/CBP

O Brasil segue mantendo o bom ritmo nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Neste sábado, 28, quarto dia de competições, os brasileiros subiram ao pódio no atletismo, natação, judô e tênis de mesa.

Com mais um dia brilhante na conta, o país já soma 23 medalhas, com seis ouros, cinco pratas e doze bronzes, e ocupa, momentaneamente, a oitava posição do quadro de conquistas. Veja os destaques do dia: 

Thalita Simplício – prata (atletismo – 400m T11)

Atual campeã mundial, Simplício foi guiada por Felipe Veloso da Silva e completou o percurso em 56s80, garantindo a segunda colocação dos 400m rasos da classe T11, destinada para deficientes visuais.

Com menos de um segundo de vantagem para a brasileira, a chinesa Cuiqing Liu levou o ouro, com 56s25. O bronze foi para conta da colombiana Lizeth Mamian, que fez o tempo de 57s46.

Julyana da Silva – bronze (atletismo – lançamento de disco F57)

Em mais uma grande atuação do atletismo brasileiro, da Silva fez a terceira melhor para do disco da classe F57, para cadeirantes. Ela lançou 30,49m, o novo recorde sul-americano, em sua terceira tentativa.

O ouro ficou com a uzbeque Mokhigul Khamdamova, que atingiu 31,46m. A segunda colocação foi da argelina Nassima Saifi, com 30,81m. A prova ainda contou com outra brasileira: Tuany Siqueira não passou de 21,30m e terminou na 11ª posição.

Lúcia Araújo – bronze (judô, categoria até 57kg)

A primeira medalha do judô brasileiro nos Jogos Paralímpicos de Tóquio veio de quem entende do assunto. Com medalhas de prata em Londres-2012 e Rio-2016, Lúcia Araújo adicionou um bronze à sua coleção.

Cabeça de chave no Japão, a judoca paulista entrou direto nas quartas de final. Na campanha bronzeada, ela venceu a argentina Laura Gonzalez, mas na sequência foi derrotada pela uzbeque Parvina Samandarova. Na disputa pelo bronze,  ela derrotou a russa Natalia Ovchinnikova.

Gabriel Bandeira, Ana Karolina Oliveira, Debora Carneiro e Felipe Vila Real – bronze (natação – revezamento 4x100 misto, classe S14)

Para manter a escrita de medalhas na natação, o Brasil contou com desclassificação do Comitê Olímpicos Russo. O quarteto brasileiro fez a marca de 3min51s23. O destaque ficou na conta de Gabriel Bandeira. Com a missão de abrir a prova, o nadador paulista quebrou o recorde mundial individual dos 100m livre da classe S14, marcando 51s11. A antiga melhor marca pertencia ao britânico Reece Dunn, com 51s52.

Cátia Oliveira – bronze (tênis de mesa)

No Ginásio Metropolitano de Tóquio, Cátia Oliveira, que já havia conquistado a prata no Mundial Individual, alcançou sua primeira medalha paralímpica. A mesatenista paulista foi derrotada pela sul-coreana Su Yeon Seo por 3 sets 1, com parciais de 11/7, 8/11, 5/11 e 9/11, contudo, a categoria não tem disputa de terceiro lugar. Desta forma, automaticamente ela conquistou o bronze.

Cícero Valdiran – bronze (atletismo – lançamento de dardo, classe F57)

Em uma prova incrível, Valdiran chegou a ocupar a liderança, mas foi ultrapassado nos últimos lançamentos. Ele alcançou a marca de 48m93 em sua terceira tentativa e garantiu o bronze. 

Com novo recorde mundial, Ahmed Heidari, do Azerbaijão, marcou 51,42m e levou o ouro. O iraniano Amanolah Papi também brilhou, cravou 49,56m e garantiu a prata.

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