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Paris-2024: Saiba quais são as modalidades que estreiam na próxima Olimpíada

Eduardo Carneiro 07/08/2021 • 14:43 - Atualizado em 08/08/2021 • 07:57
Karatê, beisebol e softbol deixam programação; breakdance ganha espaço
Karatê, beisebol e softbol deixam programação; breakdance ganha espaço
Marcelo Maragni/Red Bull Content Pool

Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 chegaram ao fim, e agora começa a contagem regressiva para Paris-2024. E a exemplo do que ocorreu na capital japonesa, a próxima edição da Olimpíada também terá mudanças e categorias estreantes.

A inclusão do breakdance, da canoagem slalom extremo e de novas provas mistas estão entre as principais novidades do evento que começa no dia 26 de julho e vai até 11 de agosto de 2024 e que ainda terá uma inédita igualdade de gênero nas disputas. Entenda abaixo:

Breakdance: estreia olímpica

Mais do que uma dança e um dos elementos da cultura hip hop, o breaking é um estilo de vida e para muitos se tornou também esporte de alto rendimento. Os chamados b-boys e b-girls chegam a treinar de oito a dez horas por dia para executar suas performances da modalidade que surgiu na periferia dos Estados Unidos há 50 anos e foi se popularizando com apresentações em ruas, metrôs e praças ao redor do mundo. 

O breakdance foi incluído nos Jogos Olímpicos da Juventude Buenos Aires-2018 e fez sucesso, tornando-se mais uma aposta do Comitê Olímpico Internacional (COI) no processo de transformação na qual o tradicionalismo olímpico dá voz ao grito social de igualdade e de representatividade. Praticantes brasileiros se animaram com a inclusão do esporte em Paris (confira no vídeo acima).

Skate e surfe continuam; karatê e beisebol fora

Duas modalidades estreantes em Tóquio que renderam medalhas ao Brasil permanecem no programa olímpico em Paris. É o caso do skate (que teve as pratas de Kelvin HoeflerRayssa Leal e Pedro Barros) e do surfe (no qual Italo Ferreira ficou com o ouro).

A escalada esportiva é outra novidade da capital japonesa que continua na Olimpíada. Por outro lado, o beisebol/softbol, que retornou após aparecer pela primeira vez em Pequim-2008, não será disputado em 2024, assim como o karatê, que estreou no Japão. 

Igualdade de gênero muda eventos

Pela primeira vez na história dos Jogos haverá igualdade de gênero: 50% de participação masculina e feminina em Paris, na sequência da evolução alcançada para Tóquio 2020, que teve 48,8% de participação de mulheres. Para que isso seja possível, o COI fez mudanças em diversas modalidades.

Em Paris, um novo evento misto de atletismo vai substituir a marcha atlética masculina de 50km; uma nova classe de peso feminino no boxe substitui uma classe de peso masculino; dois eventos de canoagem slalom extremo substituem dois eventos de canoagem de velocidade; três novos eventos mistos na vela (incluindo kitesurfe misto e 470 misto - barco de duas pessoas) substituem um masculino e um feminino 470 (eventos para duas pessoas e o Finn masculino - bote de uma pessoa); e um novo evento de equipe mista skeet no tiro substitui o evento de equipe mista de armadilha. 

Especificamente sobre a canoagem extremo, o Brasil colheu bons resultados com Ana Sátila no feminino e Pedro Henrique Gonçalves no masculino nos últimos anos e pode chegar forte na luta por medalhas. 

Já a C2 1000m da canoagem, prova na qual Isaquias Queiroz foi prata na Rio-2016 com Erlon de Souza e quarto colocado com Jacky Godmann em Tóquio-2020, deixa o programa olímpico e dá lugar à C2 500m - Isaquias e Erlon já foram campeões do mundo nesta prova em 2018. 

Menos atletas

O COI definiu a cota de 10.500 atletas para Paris-2024, incluindo novos esportes, 592 a menos em comparação com Tóquio 2020 (11.092). Isso gera uma redução no tamanho geral e na complexidade dos Jogos.

A maior redução de cotas foi feita no levantamento de peso, que teve quatro eventos retirados do programa. O esporte agora vai contar com cinco provas por gênero, com cota de 120 atletas, contra 196 em Tóquio. Na sequência aparece o boxe, com 252 vagas (contra 286 na edição anterior).

“Com esse programa, estamos tornando os Jogos Olímpicos de Paris 2024 adequados para o mundo pós-coronavírus. Estamos reduzindo ainda mais o custo e a complexidade de hospedar os Jogos. Embora alcancemos a igualdade de gênero em Tóquio, veremos pela primeira vez na história olímpica a participação exatamente do mesmo número de atletas femininas e atletas masculinos. Também há um grande foco na juventude”, afirmou o presidente do COI, Thomas Bach.

Brasil aplaude novidades

“A confirmação do skate, surfe, escalada e a entrada do breakdance reforça a aproximação com o público jovem. Assim, uma parcela ainda maior da juventude mundial passa a ter mais contato com os Jogos Olímpicos e, em consequência, com os valores olímpicos”, disse o diretor geral do Comitê Olímpico Brasileiro (COI), Rogério Sampaio, sobre o programa olímpico de Paris-2024.

“Da mesma forma, consideramos muito justa a equiparação dos números entre atletas homens e mulheres. Quanto mais incentivo às mulheres para que alcancem os principais eventos do calendário internacional, mais saudável e natural fica o ambiente esportivo para que novas meninas se sintam motivadas a buscar os benefícios da prática esportiva”, concluiu. 

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