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"Quero ser um dos maiores atletas olímpicos brasileiros", diz Isaquias Queiroz

Da Redação Bandsports 20/07/2021 • 16:26 - Atualizado em 20/07/2021 • 21:36
Destaque da canoagem pode igualar o recorde de Torben Grael e Robert Scheidt em Tóquio
Destaque da canoagem pode igualar o recorde de Torben Grael e Robert Scheidt em Tóquio
Jonne Roriz/COB

Uma das principais esperanças de medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que terá transmissão do Bandsports, Isaquias Queiroz sonha grande: se tornar um dos maiores atletas olímpicos do País. Primeiro brasileiro a conquistar três medalhas em uma única edição de Olimpíada, na Rio-2016, o canoísta falou sobre a expectativa de poder voltar a subir ao pódio na capital japonesa.

“Estou batalhando bastante para me tornar um dos maiores atletas olímpicos brasileiros. Eu me preparei ao máximo, foram cinco anos de treinamento, sempre me cuidando. Depende só de mim. E acredito que posso chegar mais longe ainda”, explicou o atleta.

"Minha meta sempre foi esta. Meus treinos sempre foram muito duros de 2016 para cá. Eu não iria querer ficar na água me torturando ali se eu não tivesse algum objetivo. Mas eu acho que esse objetivo não é só meu. É do Jesus, do Lauro e de todo o Comitê Olímpico, que vem acreditando no meu talento, no meu trabalho e na minha dedicação", acrescentou.

Medalhista de prata nas categorias C1 e C2 1000m e bronze na prova C-1 200m na Rio-2016, Isaquias busca ao menos duas medalhas no Japão, para se igualar aos velejadores Torben Grael e Robert Scheidt como maiores medalhistas olímpicos do Brasil.

"Eu venho para Tóquio com este objetivo e acredito que todo brasileiro deseja que eu esteja no lugar mais alto do pódio, pegando a medalha de ouro. Eu quero muito finalizar os Jogos com esta cena. Meu objetivo é este, ganhar as duas medalhas olímpicas agora, e ter mais títulos para conquistar”, afirmou o canoísta.

“Eu não penso em sair daqui sem duas medalhas no pescoço. Posso estar sendo ganancioso, mas treinei muito para isto e eu não quero sair daqui sem este objetivo. Treinamos bastante no sol, na chuva, nas adversidades de vento para chegar aqui e ter resultado. Eu quero representar o meu país no quadro de medalhas", continuou.

Para atingir seu objetivo, Isaquias precisará contar com a ajuda de Jacky Godmann, que irá substituir Erlon Souza, seu companheiro na C2 1000m, mas que está fora dos Jogos devido a uma lesão no fêmur. Mesmo assim, o canoísta segue confiante que fará um bom trabalho ao lado do novo parceiro.

“Não muda muita coisa. O Erlon era mais preparado fisicamente, e o Jacky tem maior qualidade de remada. Sou muito fácil de me adaptar a qualquer atleta, tanto é que conseguimos o bronze na Copa do Mundo sem treinar”, lembrou Isaquias, referindo-se à etapa de Budapeste, na Hungria, realizada no último mês de maio.

“Era nosso primeiro campeonato internacional, e os únicos países que não estavam eram a Rússia e a China, que é a campeã mundial. Mas treinamos bastante no Brasil, baseados nos treinos de 2016 e 2019, e conseguimos refazer o treinamento. Os tempos foram bem rápidos, nos demos muito bem. Agora é manter o que fizemos no Brasil para fazer uma boa prova”, concluiu.

A final do C2 1000m está marcada para o dia 2 de agosto, e a decisão do C1 acontece  quatro dias depois.

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