Notícias

Raikkonen acredita que não precisará substituir adrenalina da F1 após aposentadoria

Da Redação BandSports 21/10/2021 • 10:02
"O que fazemos é uma coisa normal, pelo menos para mim", falou o finlandês
"O que fazemos é uma coisa normal, pelo menos para mim", falou o finlandês
Reprodução/Instagram Kimi Raikkonen

Campeão mundial em 2007, Kimi Raikkonen tem apenas mais seis provas pela frente antes de deixar definitivamente os carros de Fórmula 1. Aos 42 anos de idade e dono do posto de piloto com mais corridas na história da categoria [343], o finlandês da Alfa Romeo, no entanto, demonstrou que não irá sentir falta da adrenalina de competir na elite do automobilismo. 

“Acho que não tenho que substituí-la. O que fazemos é uma coisa normal, pelo menos para mim. Eu fiz isso por muitos, muitos anos. Então não é diferente de dirigir um carro de várias maneiras” contou o piloto.

Desde 2001 na F1, Raikkonen passou por uma pausa entre 2010 e 2011, quando se aventurou em outras categorias. Já tendo vivido a sensação da “aposentadoria”, ele garante que, quando correr em monoposto vira parte da rotina, outras coisas podem ser mais emocionantes.

“Obviamente, quando você tem uma longa pausa e volta a dirigir um carro de F1, ele parece mais rápido. Mas isso meio que se torna uma coisa normal. Mas acho que há outras coisas que eu faço que são muito mais assustadoras em vários aspectos”, continuou, antes de mencionar a adrenalina de brincar com os filhos e praticar motocross. 

“Em casa com as crianças pode ser emocionante às vezes, nunca se sabe. Eu tento fazer motocross quando posso e, frequentemente, me sinto mais assustado lá do que aqui. Uma coisa normal para nós. O que é excitante? Dirigir para nós é normal”, falou.

Perto de aumentar seu recorde de corridas para 349 – caso participe de todas as provas que restam na temporada – o finlandês também aproveitou para projetar a próxima etapa do campeonato, nos Estados Unidos. No circuito das Américas, inclusive, ele conquistou a última de suas 21 vitórias na categoria.

“Tenho boas lembranças do COTA [Circuito das Américas]. Foi o último lugar em que marquei minha última vitória, então é bom olhar o passado. Mas, uma vez que eu entrar no carro, isso não importa. Sabemos que precisamos fazer tudo certo se quisermos sair com algo da corrida, e isso começa na sexta. Tivemos duas corridas em que as condições mudaram [Rússia e Turquia] e precisamos reagir a elas. Agora vamos ver o que o fim de semana nos Estados Unidos tem a oferecer e onde vamos acabar”, analisou.

Em sua temporada de despedida, Raikkonen aparece na 17ª colocação do mundial de pilotos, com seis pontos, cinco a mais que seu companheiro de equipe, Antonio Giovinazzi, que tem apenas um.

As emoções da etapa de Austin da Fórmula 1 começam a partir das 13h20 (horário de Brasília) desta sexta-feira, 22. O Bandsports exibe ao vivo os treinos livres e classificatório. A Band mostra a corrida.