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Rayssa revela segredo da prata e diz que ficou chocada com ausência de brasileiras na final

Da Redação Bandsports 26/07/2021 • 03:17 - Atualizado em 26/07/2021 • 13:39
Aos 13 anos, maranhense fez história ao faturar a prata no skate street
Aos 13 anos, maranhense fez história ao faturar a prata no skate street
Wander Roberto/COB

“Livre, leve e solta”. Dessa forma Rayssa Leal resumiu seu desempenho após conquistar a histórica medalha de prata no skate street feminino nos Jogos Olímpicos de Tóquio. A mais jovem atleta brasileira a disputar uma Olimpíada brilhou no Ariake Park Skateboarding e repetiu o feito de Kelvin Hoefler, primeiro medalhista do país no Japão.

Em entrevista ao Bandsports logo após deixar o pódio, a “Fadinha” revelou o segredo para brilhar em uma competição tão importante com apenas 13 anos de idade.

“Como sempre, em toda competição eu tento me divertir ao máximo e me manter animada para ter um bom resultado. Todo campeonato que eu estou me divertindo com as minhas amigas eu tenho bons resultados. Tento não me preocupar tanto com a competição e sim me divertir, que é o que eu sei fazer de melhor”, disse a jovem atleta com um sorriso estampado no rosto durante a conversa com Elia Junior.

Rayssa fez duas boas apresentações nas voltas de 45 segundos e melhorou ainda mais as notas nas manobras isoladas. Ela fechou a disputa com 14.64 e só ficou atrás da japonesa Momiji Nishiya, que levou o ouro com 15.26. A maranhense ainda teve a chance de buscar o título na última manobra, mas sofreu uma queda.

“Tentei buscar o ouro. Eu tinha uma chance de poder pegar a medalha de ouro, que é o meu sonho. Mas por tudo o que eu fiz essa medalha também é muito gratificante. Todo o esforço valeu a pena”, afirmou.

A brasileira ainda precisou superar um “choque” antes de encantar na grande decisão. Ela não escondeu a surpresa ao ver suas referências Pâmela Rosa e Letícia Bufoni serem eliminadas na fase de classificação.

“Na verdade eu fiquei meio chocada. Desde quando a gente chegou a gente vinha falando ‘vamos arrebentar na final, vamos destruir na semi e passar para a final’. Sempre foi um sonho para a gente compartilhar pódio. Seria uma grande honra. Foi estranho elas não irem para a final, mas eu pude representar bem elas”, concluiu.

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