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Rodolpho Riskalla: prata na Paralimpíada consagra recuperação incrível

Da Redação Bandsports, com Agência Brasil 27/08/2021 • 11:59 - Atualizado em 28/08/2021 • 07:16
Rodolpho ainda compete mais uma vez na Paralimpíada de Tóquio
Rodolpho ainda compete mais uma vez na Paralimpíada de Tóquio
Divulgação/CPB/Wander Roberto

Em outubro de 2015, Rodolpho Riskalla – nascido em São Paulo, mas residente em Paris – se viu em uma luta desesperada por sua vida. Ele contraiu meningite bacteriana em uma vinda ao Brasil, para acompanhar o enterro do pai. As consequências da doença foram duras para ele: amputações nas duas pernas, dos dedos da mão direita e alguns da mão esquerda.  

O relógio de um sonho parou, enquanto o de outro disparou. Rodolpho estava em meio à corrida por uma vaga nos Jogos Olímpicos do Rio e teve que se adaptar à nova realidade. Ele voltou ao hipismo na primeira oportunidade que teve e em uma reviravolta incrível participou da Paralimpíada de 2016, terminando em décimo lugar na prova do adestramento.  

Com mais tempo para se preparar e aperfeiçoar, os Jogos Paralímpicos de Tóquio representavam a primeira grande oportunidade para que Rodolpho, enfim, soubesse como é subir ao pódio em um evento desse porte. O brasileiro liderou a prova de quinta-feira, 26, até o meio da competição, mas acabou superado pela holandesa Sanne Voets. A medalha de prata foi recebida com muitas lágrimas por ele.

"Tem gente que trabalha por anos para estar em uma Paralimpíada e ganhar uma medalha e infelizmente não consegue. Não é fácil. Preparamos do jeito certo, fizemos tudo na hora certa e a medalha veio. Estou muito feliz", disse um emocionado Rodolpho nas entrevistas que concedeu em português, inglês e alemão.

O cavaleiro de 36 anos ainda tem mais uma prova para realizar em Tóquio e, confiante, acredita em outra medalha no adestramento, desta vez na apresentação livre.

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