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Sem Phelps e Bolt, veja atletas que dividiram protagonismo nos Jogos de Tóquio

Da Redação BandSports 08/08/2021 • 08:30 - Atualizado em 08/08/2021 • 09:17
Rebeca Andrade fez história ao ganhar medalha de ouro e prata  na ginástica artística
Rebeca Andrade fez história ao ganhar medalha de ouro e prata na ginástica artística
Divulgação

Os Jogos Olímpicos de Tóquio estarão para sempre na história do esporte mundial. Pela primeira vez no século sem a participação dos lendários Michael Phelps e Usain Bolt, uma pergunta rondou as disputas em solo japonês: quem será o nome desta edição? Na falta de um atleta específico, seis figuras tiveram destaque de diferentes maneiras na Terra do Sol Nascente.

Caeleb Dressel (Estados Unidos)

Sem a presença de Phelps, as piscinas do maior evento esportivo do mundo ficaram necessitadas de um novo protagonista. E Dressel cumpriu o papel com maestria. Com direito a quebra de dois recordes olímpicos e um mundial, o norte-americano de 24 anos dominou o Centro Aquático de Tóquio e levou cinco medalhas douradas para casa. 

Em uma atuação histórica, seus ouros saíram dos 100m borboleta, 100m livre, 50m livre, revezamento 4x100m livre masculino e revezamento 4x100m medley masculino.

A única prova em que Dressel não subiu ao pódio foi no revezamento 4x100m medley misto. Na oportunidade, o multicampeão foi o último a cair na água, assumiu a equipe na sétima colocação e, mesmo melhorando consideravelmente o desempenho, foi apenas o quinto nadador a bater. 

Allyson Felix (Estados Unidos)

Dona de um ouro e um bronze em Tóquio, a velocista norte-americana cravou seu nome na história dos Jogos Olímpicos. Com a medalha bronzeada nos 400m, ela se isolou como a mulher que mais vezes subiu ao pódio na história do atletismo. O feito ainda foi coroado com a vitória no revezamento 4x400m relay feminino. Agora ela acumula 11 pódios. 

Antes de desembarcar na Terra do Sol Nascente, Felix, de 35 anos, já somava três pratas – uma nos 400m e duas nos 200m – e seis ouros – dois no revezamento 4x100m, três no 4x400m e um nos 200m. Ela tem no currículo os Jogos de Atenas-2004, Pequim-2008, Londres-2012, Rio-2016 e agora Tóquio-2020.

Emma McKeon (Austrália)

Com atuações avassaladoras, a nadadora australiana surpreendeu a todos e conquistou incríveis sete medalhas em Tóquio. Os números fizeram com que ela igualasse a soviética Maria Gorokhovskaya, que fez história em Helsinque-1952, como a mulher com mais pódios em uma única edição olímpica. 

Com a pulverização de três recordes olímpicos e um mundial, McKeon ficou com quatro medalhas douradas: nos 100 e 50 metros livre e revezamentos femininos 4x100m livre e medley. Ela também levou o bronze nos 100m borboleta, revezamento 4x100 medley misto e revezamento 4x200m livre feminino. 

Simone Biles (Estados Unidos)

Favorita para ser o nome dos Jogos com a conquista de medalhas douradas, a ginasta norte-americana brilhou de outra maneira e abdicou dos metais para colocar o dedo na ferida de muitos: a saúde mental. 

Inicialmente escalada nas disputas da trave, solo, barras assimétricas, solo, geral individual e por equipes, Biles abandonou praticamente todas as competições.

A “bomba” explodiu durante a final por equipes. Após uma apresentação abaixo de seu nível técnico no solo, a ginasta deixou a disputa alegando questões médicas. Com sua substituição, o time dos Estados Unidos terminou na segunda colocação e ficou com a prata. 

Com a repercussão da desistência, Biles detalhou suas motivações e mostrou o “lado humano” dos atletas. Ela ainda teve tempo de voltar para a final da trave e conquistou o bronze

Rebeca Andrade (Brasil)

Diante da retirada de Simone Biles, o caminho ficou livre para outras atletas colocarem seus nomes na história da ginástica. A brasileira de Guarulhos foi uma das que aproveitou a chance dourada.

Primeira medalhista da ginástica feminina do Brasil em Jogos, Rebeca participou das finais do solo, individual geral e salto. Ela garantiu o ouro no salto e a prata no geral

Elaine Thompson-Herah (Jamaica)

Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, a Jamaica chegou pela primeira vez desde Atenas-2004 sem o principal velocista de sua história: Usain Bolt. A ausência do raio, no entanto, foi suprida por uma atleta de 29 anos. 

Mulher mais rápida do mundo, Thompson conquistou três medalhas douradas e ainda estabeleceu um novo recorde olímpico. A tríplice coroa contou com vitórias nos 100, 200 metros e revezamento 4x100m. 

O recorde olímpico foi registrado com o tempo de 10s61 nos 100 metros. A prova contou com pódio triplo jamaicano. Shelly-Ann Fraser-Pryce e Shericka Jackson acompanharam a compatriota.

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