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"Sempre vi a minha história como um processo de superação", diz Rebeca Andrade

Da Redação Bandsports 29/07/2021 • 11:40 - Atualizado em 29/07/2021 • 11:50
Ginasta exaltou trajetória de luta e destacou importância da sua psicóloga
Ginasta exaltou trajetória de luta e destacou importância da sua psicóloga
Twitter/Jogos Olímpicos

A prata histórica de Rebeca Andrade no individual geral da ginástica artística nos Jogos de Tóquio pode ser resumida em uma palavra: superação. A atleta de 22 anos passou por três cirurgias no joelho nos últimos quatro anos e deu a volta por cima com muita força de vontade para se tornar a primeira ginasta do Brasil a subir no pódio em Olimpíadas.

Mostrando uma maturidade impressionante apesar da pouca idade, a nova estrela do esporte nacional valorizou sua trajetória de luta até alcançar o ponto máximo da carreira.

“Eu me vejo uma pessoa forte. Sempre vi a minha história como um processo de superação. Passei por três coisas muito difíceis que ao mesmo tempo me trouxeram sensações diferentes. Quando eu machuquei, voltei, quando aconteceu de novo, minha cabeça foi mudando. Toda vez que eu voltava, eu voltava melhor”, disse Rebeca em entrevista ao jornalista Elia Junior, do Bandsports.

“Nunca vi como um lado negativo, sempre uma coisa positiva me fazendo crescer de dentro para fora. Sou grata por tudo o que eu fiz hoje, por todas as pessoa que me ajudaram a chegar até aqui. Não cheguei aqui sozinha. E muita ajuda de Deus no lado espiritual. As pessoas me veem gigante porque Deus é gigante na minha vida e eu tenho pessoas gigantes ao meu lado”, completou.

Rebeca também ressaltou a importância do trabalho psicológico e elogiou a decisão tomada por Simone Biles, referência da modalidade, que desistiu de disputar a final justamente para cuidar da saúde mental.

“Eu estou trabalhando há anos com a minha psicologa para chegar nesse momento. Foi muito importante para mim. Acho que se eu não tivesse a cabeça que eu tenho hoje esse resultado não teria acontecido. Sou muito grata a ela. A Simone tinha muita pressão em cima dela e ao mesmo tempo pela se cobrava. Acho que na cabeça dela ela devia ter a sensação que não pode errar. Só que as pessoas têm que entender que nós não somos robôs, somos atletas, somos seres humanos. Fiquei muito orgulhosa dela ter tido essa atitude e pensado nela primeiro. É você em primeiro lugar. Para você brilhar, você precisa pensar em você. Quando eu comecei o meu processo era isso, eu precisava pensar em mim. Acho que a cabeça é o mais importante", finalizou.

Depois da prata inédita, Rebeca ainda tem chances reais de deixar Tóquio com mais medalhas. Ela vai disputar as finais do solo e do salto e está entre as candidatas ao pódio nos dois aparelhos.

Veja a entrevista de Rebeca ao Bandsports:

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