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Sensibilidade e luta contra a pandemia marcam Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio

Da Redação Bandsports 23/07/2021 • 12:04 - Atualizado em 23/07/2021 • 12:11
Drones formaram o globo terrestre durante a celebração no estádio Olímpico
Drones formaram o globo terrestre durante a celebração no estádio Olímpico
Twitter/Olympics

A longa e angustiante espera dos amantes do esporte finalmente teve um ponto final. Depois de um inédito adiamento de um ano e muitas incertezas relacionadas à pandemia da covid-19, os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 foram abertos oficialmente nesta sexta-feira, 23, em uma cerimônia que representou todo o esforço para a realização do megaevento em um dos momentos mais delicados da história.

Sem a presença de público no novo estádio Olímpico de Tóquio, o espetáculo privilegiou a transmissão pela TV, homenageou as mais de 4 milhões de vítimas do coronavírus e mostrou muita sensibilidade ao destacar as dificuldades impostas pela pandemia nos últimos dois anos.

Com transmissão do Bandsports, a festa teve participação reduzida de atletas, mas nem por isso deixou de ser emocionante e surpreendente. Confira abaixo os principais de destaques.

Preparação na pandemia

O início da cerimônia fez uma menção ao impacto da pandemia da covid-19 nos preparativos para a competição. Imagens das ruas vazias na capital japonesa e vídeos dos atletas treinando em casa retrataram o cenário que forçou o adiamento em um ano. No gramado, vários atores se espalharam destacando o distanciamento e representaram várias modalidades. O destaque foi para a presença da japonesa Arisa Tsubata, atleta de boxe que não conseguiu se classificar para os Jogos pois as seletivas foram canceladas.

Arisa Tsubata representou a preparação solitária dos atletas. Twitter/Olympics


Lembrança às vítimas

Um minuto de silêncio foi respeitado em homenagem às vítimas da covid-19 em todo o mundo. Desde o início da pandemia, mais de 4 milhões de pessoas perderam a batalha contra o coronavírus.

Cultura japonesa

Depois das apresentações do imperador japonês Naruhito e do presidente do COI Thomas Bach, entrou em ação a celebração da cultura local. Dançarinos surgiram vestidos em homenagem aos bombeiros voluntários japoneses, um costume de séculos no país. Os aros olímpicos feitos com madeira reciclada ilustraram a tradição dos marceneiros japoneses.

Aros de madeira: tradição e sustentabilidade no Japão. Twitter/Olympics


Delegações reduzidas

Tradicionalmente um dos pontos mais animados da festa, a entrada das delegações foi bem mais discreta neste ano por causa das preocupações com a pandemia. Muitos países optaram por levar pouquíssimo atletas para minimizar os riscos de contágio. A festa dos argentinos e os “besuntados” de Tonga e Vanuatu ficaram entre os destaques.

O desfile teve trilha sonora com músicas de jogos de videogame que marcaram época e seguiu o alfabeto japonês. O Brasil foi o 151º país a desfilar, com Bruninho, do vôlei, e Ketleyn Quadros, do judô, como porta-bandeiras. Marco La Porta, Chefe de Missão, e Joyce Ardies, oficial e representante dos colaboradores do COB, completaram o quarteto verde e amarelo.

Ketleyn Quadros e Bruninho levaram a bandeira brasileira. Julio Cesar Guimarães/COB


Rússia desfila como Comitê Olímpico Russo

Punida pela Agência Mundial Antidoping (Wada) e pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) após uma longa investigação sobre casos de doping, a Rússia foi banida das principais competições esportivas até 2022. Os atletas desfilaram sob a sigla ROC (Comitê Olímpico Russo). O nome do país, a bandeira e até o hino estão proibidos.

Tecnologia e emoção

Em um dos momentos mais surpreendentes da cerimônia, vários drones formaram o logo da Tóquio-2020 e um globo terrestre nos céus da capita japonesa. Na sequência, um clipe com vários cantores ao som da clássica canção Imagine, de John Lennon e Yoko Ono, deu o tom da emoção na celebração.

Drones marcaram o momento tecnológico da festa. Reprodução/Bandsports


Mais tradição

Após o hasteamento da bandeira olímpica, uma chuva de origamis de pássaro invadiu o estádio. Os pictogramas, imagens que representam as modalidades que começaram a ser usados nos Jogos de 1964, justamente em Tóquio, também ganharam vida com atores em uma das ações mais criativas da apresentação.

Naomi Osaka acende a pira olímpica

A entrada da tocha olímpica marcou uma homenagem aos profissionais de saúde da linha da frente no combate à pandemia. O símbolo também passou pelas mãos de crianças e idosos até chegar à tenista Naomi Osaka, um dos grandes nome do esporte japonês da atualidade. Coube a ela acender a pira olímpica e dar início à maior festa do esporte mundial.

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Tenista japonesa encerrou a festa no estádio Olímpico. Twitter/Olympics
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