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Em meio a abraços e lágrimas, técnico de Ana Marcela Cunha já estabelece nova meta

Da Redação BandSports 03/08/2021 • 23:32 - Atualizado em 04/08/2021 • 13:46
Técnico optou por preparação na altitude espanhola antes dos Jogos Olímpicos
Técnico optou por preparação na altitude espanhola antes dos Jogos Olímpicos
Divulgação/Jonne Roriz/COB

O ouro de Ana Marcela Cunha na maratona aquática foi fruto de uma parceria para lá de especial. Antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Fernando Possenti, técnico da nadadora, optou por um período intenso de preparação na Espanha, com direito a altitude de Sierra Nevada, e traçou cada detalhe usado no triunfo na Marina de Odaiba.

“Essa prova tem sido decidida sempre nos detalhes. Tem provas que são no photo finish. Então cada detalhe era importante. Aqui o pelotão é menor. Não é igual no mundial que tem 70, 80 atletas. A ideia era forçar o ritmo para o pelotão diminuir mais ainda, fragmentar o pelotão. Uma vez fragmentado, economizar energia e usar o que ela treinou”, destacou Possenti.

Além do desgaste natural de uma prova de 10km e quase 2h, Ana Marcela precisou enfrentar a elevada temperatura das águas da Baía de Tóquio. A preparação, entretanto, foi feita para minimizar o empecilho climático.

“Isso [temperatura da água] era sabido desde que se marcou a Olimpíada em Tóquio. Então tivemos tempo de preparação. A gente estava preparado para que ela desidratasse o menos possível. A água começou 29º na largada, às 6h30 da manhã (horário de Tóquio). Terminou estava 30º”, concluiu.

Pentacampeã mundial – quatro vezes em 25km e uma em 5km – e seis vezes eleita melhor nadadora do mundo em águas abertas, a soteropolitana já tem um objetivo definido. Mal Ana Marcela deixou a água, em meio abraços e lágrimas, Possenti já falava para a pupila que “só faltava o mundial nos 10 mil”. Meta aprovada e que teve o discurso reforçado pela atleta em entrevista para Elia Junior, do Bandsports.

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