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Toto diz que aposentadoria de Hamilton seria "acusação à F1"

Da Redação Bandsports 14/01/2022 • 17:13 - Atualizado em 28/01/2022 • 09:36
“Eu realmente espero que possamos vê-lo novamente", disse o chefe da Mercedes
“Eu realmente espero que possamos vê-lo novamente", disse o chefe da Mercedes
Instagram/Mercedes

O silêncio de Lewis Hamilton após a perda do oitavo título mundial da Fórmula 1 continua movimentando os bastidores da categoria e levantando rumores sobre uma possível aposentadoria. O heptacampeão está sumido das redes sociais desde o dia 12 de dezembro, data da decisão do campeonato, e ainda não se pronunciou publicamente sobre os desdobramentos do GP de Abu Dhabi.

No fim do ano passado, Toto Wolff admitiu que o piloto inglês estava desiludido com o resultado da prova decisiva cercada de polêmicas envolvendo as decisões do diretor de provas, Michael Masi, após a entrada do safety car na voltas finais. O chefe da Mercedes voltou a falar sobre o assunto nesta semana e declarou que a saída de Hamilton da F1 neste momento seria uma “acusação” contra a categoria pelos erros cometidos na corrida.

“Eu realmente espero que possamos vê-lo novamente. Ele é a parte mais importante do nosso esporte. Seria uma acusação para toda a Fórmula 1 se o melhor piloto decidir sair por causa de decisões ultrajantes”, afirmou Wolff em entrevista ao jornal austríaco Krone.

“Isso nunca será esquecido (fim do campeonato em Abu Dhabi), porque o que aconteceu com Lewis foi simplesmente errado, ele estava imbatível naquele dia. Até que a direção de prova estourou seus fusíveis e decidiu fazer três violações de regras. É simplesmente difícil de entender. Sempre ficará conosco, mesmo que Max Verstappen seja um campeão mundial digno ao longo da temporada. Mas naquele dia um foi melhor que o outro, e ele não ganhou”, acrescentou.

Segundo a BBC, Hamilton perdeu a confiança na FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e está aguardando a definição das investigações sobre a corrida para definir seu futuro. O problema é que a entidade revelou que o resultado do inquérito será anunciado apenas em 18 de março, primeiro dia de treinos livres para a prova de abertura da temporada, no Bahrein. 

O anúncio do desfecho do caso às vésperas do início do campeonato pode pressionar Hamilton a antecipar sua decisão, já que os primeiros testes de pré-temporada ocorrem entre os dias 23 e 25 de fevereiro.

Relembre a polêmica que marcou a decisão do mundial de F1
A quatro voltas do fim da prova no circuito de Yas Marina, Lewis Hamilton, da Mercedes, liderava a corrida com ampla vantagem e estava praticamente com as mãos no troféu quando Nicholas Latifi, da Williams, bateu, causando a entrada do safety car na pista.

Enquanto os destroços do carro do canadense eram retirados do traçado e alguns pilotos, incluindo Verstappen, optaram pela ida aos boxes para a troca de pneus, a direção de prova deu início à série de decisões desastrosas. Em princípio, foi divulgado que os retardatários não iriam ultrapassar o líder da prova para se realinhar na pista – o que seria favorável para o britânico, já que cinco carros ficariam entre ele e o rival holandês.

Minutos depois, no entanto, a decisão foi alterada e, contrariando as regras, somente os carros que estavam entre os dois concorrentes puderam ultrapassar Hamilton, que ficou na alça de mira do piloto da Red Bull. O safety car, que pela regra deveria deixar a pista na volta seguinte, saiu logo em seguida, pois não haveria outra volta, já que estavam entrando no último giro da prova.

Com a relargada autorizada na volta final, o holandês então aproveitou os pneus mais novos e ultrapassou Hamilton, para conquistar seu inédito título mundial da categoria.