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Tricampeão olímpico, Zé Roberto analisa caminho da seleção feminina em Tóquio

Da Redação Bandsports 22/07/2021 • 08:01
“Não há caminho fácil e temos que pensar jogo a jogo", disse o treinador
“Não há caminho fácil e temos que pensar jogo a jogo", disse o treinador
Divulgação/FIVB

Cinco anos depois da dura derrota para a China nas quartas de final dos Jogos Rio 2016, Zé Roberto Guimarães chega a Tóquio tentando levar o vôlei feminino de volta ao topo. Único brasileiro tricampeão olímpico e técnico da seleção feminina nas conquistas do ouro em Pequim-2008 e Londres-2012, ele já sabe o caminho do Brasil no Japão será bastante complicado.

“Não há caminho fácil e temos que pensar jogo a jogo. Primeiro a Coreia (do Sul), dia 25, equipe asiática, que sempre traz dificuldades para a gente, e que tem uma das melhores jogadoras do mundo, a Kim (Yeon-Koung), que jogou comigo no Fenerbahçe; depois teremos a República Dominicana, treinada pelo Marcos Kwiek, brasileiro, e que tem três atletas que jogaram a Superliga; aí vem o Japão, donas da casa, carnes de pescoço; depois a Sérvia, campeã mundial; por último o Quênia, teoricamente mais fácil, mas que é treinada pelo Luizomar (de Moura, técnico brasileiro), e aí todo cuidado é pouco. É preciso ter foco, paciência e estar muito bem preparados mentalmente”, detalha o técnico.

Os Jogos de Tóquio são o quinto de Zé Roberto com a seleção feminina de vôlei. O técnico também falou sobre os desafios por conta dos cuidados com a pandemia de covid-19 e agradeceu ao Comitê Olímpico do Brasil pelo suporte. 

“São Jogos diferentes, e este é um momento importante, por tudo que passamos. E a nossa preparação foi muito boa, principalmente nessa fase final, de aclimatação, aqui em Sagamihara. Por isso, quero agradecer ao COB pela estrutura montada, foi excelente. A alimentação, hotel, sala de musculação, enfim, todo o suporte dado, que nos ajudou muito”, afirmou Zé Roberto, ficou com a seleção em Sagamihara, uma das bases do Time Brasil no Japão, antes seguirem para a Vila Olímpica.

As campeãs olímpicas em Londres-2012, Natália e Fernanda Garay, que também estiveram no time nos Jogos Rio 2016, destacaram as surpresas da competição e garantiram que não há como apontar uma equipe favorita ao pódio.

“Cada Jogos Olímpicos tem a sua história e nunca sabemos o que vai acontecer. Em Londres, nos classificamos em quarto na primeira fase, depois o time cresceu e foi campeão. Já no Rio, éramos as favoritas e não ganhamos”, disse Natália.

“Cada ciclo é diferente, não tem como analisar direito se este é parecido com algum anterior. O que existe de igual mesmo é um grupo incrível, com muita vontade de brigar por uma medalha olímpica”, completou Garay.

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