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Vettel critica novo calendário da F1: "Não será mais especial se tivermos tantas corridas"

Da Redação Bandsports 17/10/2021 • 09:08
Tetracampeão destacou que os funcionários das equipes vão sofrer com 23 corridas no ano
Tetracampeão destacou que os funcionários das equipes vão sofrer com 23 corridas no ano
Instagram/Aston Martin

Após a Fórmula 1 anunciar o calendário de 2022 com 23 corridas, número recorde na história da categoria, muitas equipes e pilotos começaram a se posicionar sobre a novidade.

Um dos nomes mais experientes do atual grid, Sebastian Vettel, que correu num momento em que haviam menos provas e mais testes, salientou os problemas que a F1 pode ter colocando muitas etapas em um único ano. Na visão do tetracampeão mundial, esta mudança pode trazer muitas desvantagens ao esporte.

“Esta é apenas a minha opinião e não vale nada, mas acho que não devemos ter tantas corridas”, disse Vettel, em entrevista. “É por uma série de razões. Acho que talvez sejam corridas demais para as pessoas assistirem. Não será mais especial, se tivermos tantas.”

O alemão alertou que apesar de não ser um grande problema para os pilotos, os funcionários das equipes devem sofrer muito com a mudança, tendo em vista que eles são sempre os primeiros a chegar e os últimos a deixarem os autódromos. “Eu sinto pela equipe. Nós, pilotos, estamos no lado bom das coisas: podemos chegar na quarta-feira à noite e partir, se encontrarmos um voo, etc., no domingo à noite [logo após o término do Grande Prêmio]”, afirmou o alemão.

“Mas a situação da equipe é completamente diferente. [Eles] chegam na segunda ou no sábado da semana anterior, constroem a garagem, preparam os carros, depois também têm que rodar a semana inteira e depois fazer as malas, mandar tudo de volta e se preparar na fábrica [para a próxima etapa]”, continuou.

Vettel questionou os motivos de haver tantas corridas em apenas um ano, ressaltando a importância de permitir que as pessoas que fazem com que o esporte se torne realidade tenham uma vida fora da F1, algo que, na opinião do piloto, vem se tornando cada vez mais difícil devido ao número de provas.

“Para eles, é um trabalho em que você está ocupado todos os dias da semana e quase todos os fins de semana, então você não tem tempo para si mesmo. E acho que estamos em um momento em que as pessoas estão ficando cada vez mais conscientes de que também têm uma vida e que a vida não pertence ao empregador”, destacou o piloto da Aston Martin.

“Não estou no comando e obviamente há outros interesses, mas é apenas garantir que as pessoas tenham um equilíbrio entre a vida em casa e o tempo que passam fora. Eu acho que deveria ser uma série de corridas sustentáveis para manter sua paixão por muitos anos e não ser, você sabe, sugada depois de dois ou três anos”, concluiu.

Com a briga pelo título cada vez mais acirrada, a F1 retorna no próximo final de semana para o Grande Prêmio dos Estados Unidos, disputado no Circuito das Américas, no Texas. Os treinos livres e a classificação terão cobertura do Bandsports. A corrida, no domingo, 24, será transmitida pela Band.