Tóquio sai do isolamento, mas coronavírus segue sendo ameaça aos Jogos Olímpicos

Primeiro-ministro Shinzo Abe anunciou que o Japão determinou reabertura em todo o país

Um mês e meio após o início de isolamento por causa da pandemia do novo coronavírus, o Japão suspendeu o estado de emergência nesta segunda-feira, 25, anunciou o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. Assim como todo o país, a capital Tóquio, sede dos Jogos Olímpicos, também vai iniciar o processo de reabertura. As medidas restritivas vinham sendo retiradas gradualmente em regiões menos atingidas.

"Tínhamos critérios rígidos para suspender o estado de emergência e julgamos que todos esses critérios foram alcançados", declarou Abe, durante coletiva de imprensa, transmitida pela TV, nesta segunda.

Mesmo com a boa notícia, a covid-19 ainda é uma ameaça real à realização da Olimpíada de Tóquio, adiada para 23 de julho a 8 de agosto de 2021. Na semana passada o próprio Comitê Olímpico Internacional (COI) chegou a reconhecer que os Jogos não podem mudar de data novamente e que existe a possibilidade de cancelamento do maior evento do esporte mundial caso a pandemia não seja contida no mundo até lá. O que aconteceu apenas devido às duas Guerras Mundiais.

Ainda que não fale em cancelamento, o primeiro-ministro japonês segue demonstrando preocupação com as condições de saúde para que os Jogos sejam realizados em segurança para todos os envolvidos. “O COI e o Comitê Organizador seguem trabalhando para que a Olimpíada ocorra no verão [no Hemisfério Norte] do ano que vem. Contudo, a luta contra o coronavírus será longa”, afirmou Abe.

O premiê defendeu ainda que os Jogos sejam o grande momento para celebrar a superação desse cenário dramático enfrentado pelo mundo todo, mas sem deixar de lado o tom de precaução. "O governo mantém sua posição de a Olimpíada ser realizada de forma ideal, como uma mostra da vitória completa da humanidade contra o coronavírus ", afirmou Abe, lembrando da importância dos avanços da ciência em relação à covid-19.

“As pessoas virão de partes diferentes do mundo, os atletas vão querer treinar. Acredito que é de extrema importância que se desenvolvam medicamentos e a vacina contra o vírus”, acrescentou.

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