Calor pode ser um pesadelo para os Jogos de Tóquio, diz consultor

Professor de planejamento urbano afirmou que as altas temperaturas e a umidade podem ser uma preocupação

Mesmo que a pandemia do novo coronavírus não impeça a realização dos Jogos de Tóquio no ano que vem, o calor escaldante do verão na capital japonesa pode transformar a Olimpíada em um pesadelo, afirmou Makoto Yokohari, consultor do Comitê Organizador.

Embora o Japão tenha desfrutado de um verão ameno este ano, Yokohari disse que as temperaturas mais altas durante o mês de agosto – período em que boa parte dos Jogos será disputada – podem representar uma mistura perigosa de calor e umidade.

Professor de planejamento urbano e meio ambiente na Universidade de Tóquio, Yokohari analisou dados que remontam aos Jogos de Los Angeles de 1984 e revelou ter descoberto que na época em que a Olimpíada foi realizada Tóquio teve a maior temperatura média e precipitação entre todas as cidades-sede.

"Quando se trata de estresse por calor ou insolação, o problema não é apenas a temperatura, mas também a umidade", disse Yokohari à Reuters. "Quando esses dois fatores são combinados, Tóquio é o pior da história", avaliou ele.

As temperaturas em julho deste ano – quando a Olimpíada deveria ter acontecido, antes do adiamento causado pela crise da covid-19 – foram significativamente mais baixas do que a média de cinco anos para o mês de 30,4 graus Celsius.

Com a média de agosto atingindo máximas de 30,8 graus Celsius e mínimas de 24,2 ao longo dos 30 anos de seu estudo, Yokohari afirmou que os organizadores devem estar preparados para o pior. A principal razão para as temperaturas mais frias em julho deste ano foi o prolongamento da estação chuvosa, que geralmente é seguida pela época mais quente do ano.

Yokohari disse ainda que isso era muito incomum e que a estação chuvosa em Tóquio normalmente terminava por volta de 20 de julho, ou seja, três dias antes do início da Olimpíada.

Os Jogos de Tóquio de 1964 foram realizadas em outubro, mas por vários motivos, incluindo acordos de televisão e para evitar um confronto com outros eventos importantes, o Comitê Olímpico Internacional (COI) quis manter as datas de julho, mesmo após o adiamento.

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