Jogos de Tóquio: perguntas que precisam ser respondidas

Organizadores dizem que Olimpíada será realizada a qualquer custo

Enquanto autoridades japonesas têm reafirmado nas últimas semanas que os Jogos de Tóquio, adiados para o ano que vem por causa da pandemia do novo coronavírus, irão acontecer a qualquer custo e o Comitê Olímpico Internacional (COI) se limita a dizer que está preocupado em realizar uma Olimpíada segura, muitas perguntas ainda permanecem sem respostas.

Com menos de um ano para o início dos Jogos, em 23 de julho de 2021, as dúvidas sobre a realização da maior festa do esporte pairam sobre a cabeça dos organizadores e do COI, que não trabalham com a possibilidade de cancelamento do evento.

Com a covid-19 ainda causando estragos ao redor do mundo, alguns cenários são especulados para que a Olimpíada aconteça no ano que vem. Veja abaixo quais são:

Planejamento original
Para o COI, o melhor cenário é realizar os Jogos com poucas ou quase nenhuma restrição por causa da covid-19. No entanto, isso seria possível apenas com o desenvolvimento e produção em alta escala de uma vacina nos próximos meses.
Presidente do COI, Thomas Bach já declarou que a vacina “não seria a bala de prata, mas poderia facilitar a organização da Olimpíada”.

Com a vacina, a vida poderia voltar ao normal, o que significaria viagens sem restrições, locais com plena capacidade e a manutenção dos investimentos de emissoras de televisão e patrocinadores, maiores fontes de renda dos Jogos, diminuindo assim o prejuízo causado pelo adiamento.

De acordo com autoridades, o Japão já teria tomado as providências para garantir o número suficiente de vacina para inocular sua população e fornecer garantias para atletas e todos os envolvidos no evento.

Distanciamento social e bolha
Com cerca de 11 mil atletas sendo esperados em Tóquio para disputar a Olimpíada, uma medida seria criar uma bolha de isolamento, como na NBA, na Vila Olímpica.

Uma ideia provável é que eles poderiam chegar ao Japão um mês antes do início das disputas, cumprindo quarentena e realizando exames durante duas semanas antes que pudessem voltar aos treinos.

Outra dor de cabeça para os organizadores é como irão lidar com os torcedores. Mais de sete milhões de ingressos já foram vendidos, e se o deslocamento dos fãs já é uma preocupação em toda Olimpíada, a logística se complica com a necessidade das precauções por causa da covid-19.

Uma possibilidade é limitar o número de fãs nos locais de competição, mas isso acarretaria uma grande insatisfação entre aqueles que já possuem ingressos e prejuízo para a organização.

Sem presença de público
Assim como em outros esportes e ligas, como a NBA e a Liga dos Campeões, o COI pode decidir por um evento sem a presença de público. Embora a ausência de fãs facilite a organização, este seria um duro golpe no coração dos Jogos, que tem na atmosfera criada pelos torcedores uma de suas grandes forças.

A questão financeira também pode ser afetada por tal medida. As transmissões perderiam bastante impacto com os estádios vazios e os patrocinadores, que não podem anunciar em nenhum recinto de competição, também precisariam de presença de público nos locais para ter maior exposição.

Novo adiamento
Apesar de a possibilidade de um novo adiamento ser rechaçada pelos organizadores e pelo COI, que afirma que isto seria inviável devido à Olimpíada de Inverno de 2022, em Pequim, esta ainda não é uma opção completamente descartada.

Cancelamento
Este é o pior cenário para o COI e os organizadores dos Jogos de Tóquio. O cancelamento significaria um verdadeiro desastre financeiro, levando-se em conta que US$ 12,6 bilhões foram investidos no projeto e outros milhões foram precisos por causa do adiamento.

O COI também tem contratos de bilhões de dólares em direitos de transmissão e acordos de patrocínio. O cancelamento resultaria em um grande prejuízo aos cofres da entidade, que já teria investido US$ 800 milhões na edição da Olimpíada no Japão.

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